As super produções dos Fan Films.

Fan filme baseado em Naruto. Shipuden.

Em um post anterior, eu já havia falado das fanarts (artes conceituais baseadas em obras da cultura pop, como cinema, quadrinhos, séries e etc). Um dos maiores ícones deste tipo de produção são as que abordam o universo de Star Wars, porém, existe na Internet fan arts aos milhares, abordado várias obras.

Um tipo específico de fan art vem ganhando um espaço interessante, são os chamados fan films, ou seja, filmes de curta, média, ou longa duração que se baseiam em uma outra obra. Apesar de não serem tão novos assim (existem desde meados dos anos 60), é com a Internet que este formato de mídia vem se popularizando. Se antes, a produção era amadora, hoje existe muita técnica empregada na produção de tais obras, sendo que muitas vezes os fan films servem de vitrine para os seus produtores conseguirem um emprego em grandes estúdios, um caso recente foi o sucesso de Mortal Kombat: Rebirth do diretor Kevin Tancharoen, que graças ao filme, foi contratado pela Warner (detentora dos direitos de MK) para produzir e dirigir uma série baseada no fanfilme que ele havia criado. No geral tais obras não são autorizadas pelos produtores da obra original, porém , quando ganham grandes proporções ocasionalmente são reconhecidos.

Existe inclusive sites especializados neste tipo de produção, como o Theforce.net (Star Wars), BatmanFanFilms (óbvio que fala do Batman) e o Super Power Beat Donw, site que apresenta batalhas crossover entre grandes personagens da cultura pop (como no vídeo abaixo que mostra como seria uma batalha entre Darth Vader e Gandalf), e o melhor, o vencedor é escolhido pelo público.

O negócio anda tão interessante que até profissionais do cinema estão entrando na onda. Como é o caso do fan film baseado no anti-herói Justiceiro, produzido pelo ator Thomas Jane, o ator que viveu Frank Castle (O Justiceiro) nos cinemas. O vídeo mostra um Justiveiro mais próximo do personagem dos quadrinhos do que o que foi para o cinema.

É um segmento de mídia que tende a crescer devido ao acesso à tecnologia por pessoas, que mesmo que não sejam profissionais, são talentosíssimas.

E para ver mais fan films interessantes (e outros conteúdos)é só curtir a minha página no Facebook.

Abraços pessoal e até a próxima!

Indiretas Já e a genialidade de Marcelo Adnet.

Hoje vivemos um momento difícil para o humor no Brasil. Os programas humorísticos não tem humor algum, pelo contrário, o que impera e o tédio e piadas sem graça. Uns vivem do humor pastelão e outros só conseguem ter graça na base do escracho e da polêmica, até o já enfadonho Casseta & Planeta voltou com outro nome, porém com o mesmo formato. Os humoristas insistem em pensar que podem falar tudo, pensam que liberdade de expressão justifica qualquer coisa. Rafinha Bastos depois de…vocês sabem, agora comanda um programa pra lá de sem graça e o Danilo Gentili se comportou mais depois do Agora É Tarde.

Mas na contra-mão destes expoentes, está Marcelo Adnet, que começou em um programa de 15 minutos e hoje já se projeta como um dos principais nomes do humor nacional. No comando do Comédia MTV, o humorista é o personagem principal de vários momentos engraçados e inteligentes. Um destes momentos foi a música Indiretas Já, uma paródia da música Roda Viva de Chico Buarque. Na música Marcelo Adnet e sua trupe jogam indiretas e abordam vários temas, da famosa edição do debate de Lula e Collor em 1989, escândalos políticos até as intrigas e bastidores da TV brasileira.

Vejam o vídeo.

Outro momento impagável é o funk da Gaiola das Cabeçudas, uma prova de que o funk pode ser inteligente.

Para ver mais conteúdo interessante é só curtir a minha fanpage.

Angelus saindo do senso comum.

Infelizmente a publicidade muitas vezes entra em pontos comuns, em um tipo de obrigatoriedade de elementos quando se trata de propagandas de determinados segmentos. Por exemplo, as loiras e o apelo sexual nos comerciais de cerveja, o desempenho dos automóveis em propagandas de carro, ou a felicidade radiante de propaganda de margarina. Com os comerciais de planos funerários não é diferente. Sempre vemos aquela mesmice: “Dê o conforto para os últimos momentos e blá blá blá.” E é ai que entra a oportunidade de se destacar, fazer o novo, como foi feito pela plano funerário Angelus. Usaram como referência  costumes funerários de povos antigos para fazer uma campanha inteligente, que fala de um assunto delicado de maneira divertida.

Veja os comerciais:

Para a Nossa Alegria – O maior viral do Brasil

O maior viral das ultimas duas semanas, até que aparece outro.

Não há uma fórmula para um vídeo se tornar viral, mas uma das principais características é a espontaneidade, o ato de fazer sem nenhum tipo de planejamento. Há mais ou menos duas semanas um hit estourou, a música Galhos Secos interpretada por uma animada família, o vídeo recebeu o nome de Para A Nossa Alegria. O vídeo fez com que milhões de pessoas se engajassem na divulgação dele, e em um dia já batia a casa de um milhão de acessos. As redes sociais só falavam disso, eram paródias, quadrinhos e uma série de outras coisas. Logo famosos entraram na onda, e até uma versão com os Simpsons foi feita.

O vídeo fez tanto sucesso, que os protagonistas ganharam status de celebridades instantâneas. Dão autógrafos, tiram fotos com fãs, fiquei sabendo que vão assinar com uma gravadora, participaram do Pânico Na Band, e agora estão protagonizando uma campanha publicitária da Pepsi.

Mas como criar um viral? O que motiva as pessoas a compartilharem algo assim?

Um vídeo para ser viral tem que trazer algo de valor: Ou ser muito engraçado, ou trazer um conteúdo muito importante, que mexa com os sentimentos das pessoas. Na maioria das vezes é espontâneo e tosco, mas existem casos que fora planejado. Um vídeo viral tem que trazer alguma motivação para quem o vê. A viralidade de um vídeo, mexe com o ego de quem compartilha: Pode ser o fator descobrimento, onde quem compartilha sente-se alguém que descobre as coisas e se sente valorizado por passar isso à sua rede, como um repórter que dá o primeiro furo de reportagem; Ou o fator solidariedade, onde compartilhador se sente parte importante de um processo de compartilhamento de informações valiosas. O importante na concepção de um vídeo viral é fazer com que a pessoa que compartilha se sinta inclusa em um processo, seja passando uma mensagem importante, ou um vídeo engraçado ou tosco.

Um vídeo viral tem muito mais alcance do que um vídeo puramente comercial, mas não há receita para fazer viral. Uma forma de minimizar erros na hora de fazer um viral é analisar os hábitos da juventude, pois essa faixa está mais inclinada a participar deste processo. Um outro forte argumento é a empatia, ou seja, quando um vídeo mostra uma situação que a maioria das pessoas já passaram, como por exemplo dá um aceno para alguém e descobrir que ela estava acenando para outro, o vídeo tem fortes chances de se tornar viral, mas claro dependendo da motivação que ele causa no público.

De qualquer forma, é uma ótima estratégia para promover marcas e produtos, mas as empresas têm que se atentar, pois um vídeo pode se tornar viral, mas por motivos maléficos a imagem da empesa. Se o usuário perceber que há apenas o objetivo da venda, ele pode se sentir enganado e até ofendido, usar isso para influenciar negativamente a sua rede em relação à uma marca. Outro risco que uma empresa corre, é quando o viral é usado contra ela. Inúmeros são os casos de clientes que fazem vídeos descendo a lenha em uma empresa, pois não receberam o que deviam, ou foram mal atendidos.

Pra fechar esse post sobre vídeos virais, abaixo o viral que invadiu as redes sociais e a própria mídia de massa:

Abaixo uma versão feita pelo pessoal do comédia Mtv. Ficou foda.

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Mascostes que marcaram época (parte 1)

Elas são fofos, simpáticos, engraçados, bonitinhos, já nos emocionaram, nos divertiram, nos informaram, e até tiraram lágrimas dos nossos olhos. Sim as mascotes já causaram todas essas sensações. A verdade é que as mascotes são instrumentos, muito inteligentes, que são usados para nos tornar mais próximos de uma determinada marca, instituição, campanha, evento e etc. Às vezes são tão bem construídos que ficam por anos, décadas na nossa mente, em alguns casos entram até para o nosso repertório cultural. Servem também de materias promocionais como chaveiros, toy arts, estampas de camisetas e etc (afinal que não gosta de brindes).

Mas que características uma boa mascote tem que possuir? O primeiro de tudo: uma boa mascote tem que ter carisma, essa característica é fundamental (claro); tem que estampar um grande sorriso no rosto, pois mostra a sua alegria em representar a marca; tem que possuir as cores da empresa que representa;  tem que possuir corpo antropomorfizado (próximo da forma humana); e ser muito ativo (no bom sentido é claro). Tais características não são regras, servem apenas para nortear o trabalho na hora de se criar uma boa mascote.

Nesse post reuni algumas das mascotes que marcaram época, seja de um evento ou de campanha publicitária, mas todos têm boas histórias pra contar.

 

COFAPINHO, o cachorrinho da COFAP

Esse é talvez o caso mais característico de mascotes que fizeram sucesso. O cachorrinho da raça Dachshund foi escolhido para ser a mascote da marca de amortecedores por possuir um formato semelhante ao produto. Seus criadores não tinham noção do que estavam criando na época, criaram algo que entrou não só para a história da propaganda, mas também para a cultura popular. Propagandas de enorme sucesso nos anos de 1989 a 1993, usavam enorme apelo emocional, colocando o cachorrinho em diversas situações, geralmente ajudando a família a comprarem os amortecedores COFAP, que eram mais seguros (é o que dizia a propaganda). O cãozinho foi criado pela W/Brasil do criativo Washington Olivetto, as propagandas tinham o slogan: “o melhor amigo do carro e do dono do carro”. As propagandas ganharam vários prêmios como o cobiçado Festival de Cannes. A força da mascote foi tão grande que a raça Dachshund caiu no gosto do público e passou a ser chamada de Cofapinho.

 

LEQUETREQUE, o galinho superativo da SADIA

Você já está familiarizado com ele, mais de vinte anos ele ilustra as campanhas da Sadia. O que poucas pessoas sabem é que ele é um frango de capacete. Possui uma personalidade ágil, pois está mais vinculado aos produtos da linha de instantâneos da empresa, inclusive com o peru de Natal que as pessoas associam erroneamente sendo ele. Geralmente aparece ao final da Novela das Sete da Rede Globo como anunciante . É comum que apareça nos comerciais da Sadia. Certa vez, a Sadia fez uma promoção que premiava o consumidor com o Lequetreque representando os mais diversos esportes.

ZÉ GOTINHA, tomar vacina ficou mais divertido.

Quem disse que as campanhas do governo não têm boas mascotes? O Zé Gotinha é a prova de que uma boa mascote vai além de eventos esportivos ou venda de produtos. Criado pelo Ministério da Saúde para reduzir o impacto negativo que a vacinação tinha para as crianças e torná-la mais atrativa e divertida. Zé Gotinha nasceu em 1986 para a campanha de vacinação pela erradicação da Poliomielite no Brasil e foi criado pelo artista plástico Darlan Rosa. A personagem se consolidou como sinônimo de vacinação, referencial de prevenção a doenças evitáveis através de vacinas. Andava meio sumido, mas foi resgatado em 2006. Não há quem nasceu nos anos 80 que não lembre desse fantástico personagem que ilustrou as campanhas nacionais de vacinação. Sem dúvida uma das melhores mascotes já criadas no Brasil.

ASSOLINO, o fenômeno da ASSOLAN

Como entrar em um mercado fortemente dominado por uma marca já consagrada? Talvez uma mascote bonitinha, uma música de sucesso da época cantada pelo grupo mais assediado, transforme-a em um jingle e uma dancinha bem engraçada. Quem sabe com essa fórmula não se roube uma boa fatia do mercado? Foi essa a estratégia de comunicação da empresa Assolan formulada pela agência África de Nizan Guanaes em 2002 mostrando a marca para o grande público, que até então vivia em uma espécie de “anonimato”.

Com uma propaganda bem humorada a Assolan começou a incomodar a gigante BOMBRIL, que viu uma enorme parcela do mercado escapar por causa do carisma de uma embalagem com vida. A mascote caiu nas graças do povo e isso se transformou em resultados concretos para a empresa: A campanha foi tão eficiente, que os R$ 22 milhões gastos, tiveram um resultado fantástico: a marca passou de 9,5% de market share (fatia do mercado) para quase 28% em menos de 2 anos.

É inegável que o carisma da mascote foi um dos fatores do sucesso da campanha, mostrando que uma boa mascote pode sim ser uma grande estratégia de comunicação.

MAMIFEROS, sensibilidade sem baboseira.

A propaganda brasileira sempre foi muito criativa e se destaca entre as melhores do mundo, mas quando se tratava de abordar o caráter mais singelo, os resultados não eram tão animadores. Porém esse estigma foi superado quando em 1996 a agência DM9DDB criou para a Parmalat a campanha Mamíferos. A campanha tomou o Brasil. Era fácil ver as pessoas cantarolando nas ruas o jingle da propaganda: “O elefante é fã de Parmalat…”. Na propaganda crianças vestidas de bichinhos (mamíferos, daí o nome da campanha) cantavam o jingle e apareciam em cenas espontâneas e de uma singela doçura.

Os bichinhos foram lançados em pelúcia e se transformaram em desejo de consumo não só das crianças, mas de gente grande também. A empresa montou uma grande estrutura para importar e distribuir os bichinhos que vinham da China.

Com certeza esse é um dos cases de maior sucesso da publiciade brasileira, marcado pela sutiliza e doçura dos bichinhos da Parmalat.

Esse são bons exemplos de que mascotes bem feitos podem render bons frutos para a marca e para a publicidade brasileira. No próximo pst veremos outras mascotes inesquecíveis.

“Marcados” desde cedo.

Ontem na faculdade tivemos uma aula que abordava a temática do alfabetismo visual. Segundo essa teoria, nós somos alfabetizados para reconhecer ícones, e ela também afirma que a percepção do campo visual é muito mais rápida e fácil do que a do campo da linguagem.

Vendo o Facebook vi um vídeo que mostra isso de forma clara: O garotinho Daniel de 2 anos, mesmo antes de saber ler ou escrever, já sabe reconhecer os logotipos de várias marcas. Não sei se ele é super dotado, mas tal característica não é exclusividade desse garotinho. Basta ver como crianças que mesmo antes de saber ler já sabem acessar a Internet através da interface gráfica dos computadores.

Mesmo sabendo que esse é um processo natural humano o vídeo não deixa de impressionar. Assistam:

Constatação: Desde cedo somos impactados com esses ícones.

Perfis Digigráficos

DM9DDB realizou uma pesquisa sobre o comportamento dos usuários dos meios digitais e identificou novas classificações para esses consumidores.

O estudo revela cinco perfis de comportamento digital, como eles interagem com a sociedade, com as instituições e com sigo mesmo. Uma nova classificação intessante que se apresenta mais contundente com a realidade pós Internet e que mostra como tais perfis podem ser identificados e posteriormente impactados com estratégias de comunicação e marketing.

E ai curtiu o vídeo? Abaixo os links para os outros 4 vídeos da série.

3 - Perfis Digigráficos – Ferramentados

4 – Perfis Digigráficos – Fascinados

5 – Perfis Digigráficos – Emparelhados

6 – Perfis Digigráficos – Evoluídos

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