As Tartarugas Ninjas

Hoje a criançada se diverte assistindo o fenômeno Bem 10, os já batidos Power Ranger e outros desenhos/animes. Mas no início da década de 90 um grupo bem diferente fazia a alegria da criançada, eram as exóticas Tartarugas Ninjas (Teenage Mutant Ninja Turtles). O desenho era uma febre, um sucesso na venda de produtos franqueados, brinquedos, videogames e tudo que era relacionado ao grupo. Foram quatro filmes, três séries de TV, um seriado e até um anime. Um verdadeiro sucesso para um projeto que foi recusado por várias editoras de quadrinhos.

Início

Em 1983, Kevin Eastman e Peter Laird se conheceram e notaram que tinham muitos interesses em comum. Kevin era ilustrador freelancer e Peter formado em Belas Artes. Um dia em um bar, eles começaram a conversar despretensiosamente sobre as características de um bom super herói. Da conversa uniram elementos de quadrinhos de sucesso da época: Do Demolidor é baseada a origem; Dos Novos Mutantes e X-Man, a mutação; E de Elektra e Ronin, as habilidades ninja. E assim nasceu um grupo de heróis ninjas mutantes: As Tartarugas Ninjas Mutantes Adolescentes. Mas por que tartarugas? Eles responderam: Por que não?

Dos quadrinhos à Tv

A dupla ofereceu a invenção para várias editoras, mas sem sucesso, pois ninguém aceitou uma ideia tão absurda. Então Kevin e Peter criaram a editora independente Mirage Studio e lançaram uma tiragem de 3000 exemplares. O sucesso foi imediato que na edição seguinte foram 6000 e depois 15000 e dai só cresceu em número de tiragens.

Com uma mistura de ficção científica, ação, humor e artes marciais, conquistaram os fãs dos circuitos alternativos. Com tanto sucesso, logo a HQ chamou atenção de outra mídia: A TV.

A primeira série televisa das cascudas foi ao ar em 1987, e foi a série de maior duração até ser superada por Os Simpsons e Scooby Doo, ficou no ar por 9 anos.

Em 2003 foi produzida uma outra série das Tartarugas, mas realista e próxima dos quadrinhos.

Com um enorme sucesso, não é de se espantar que venha uma nova série por ai. Pois, as tartarugas possuem o que de melhor um grupo de heróis pode oferecer: Pancadaria, lutas, ação, fantasie e muito humor.

Abaixo Imagens das séries, filmes, brinquedos e personagens.

HQ das Tartarugas Ninjas

Série de 1987

Série de 1987

Série de 2003

Tartarugas Ninjas Para Sempre

1º Filme das Tartarugas Ninja

2º Filme da franquia. Esse eu vi no cinema.

No terceiro filme, as tartarugas voltam no passado e aparecem no período medieval japonês.

O quarto filme da franquia. O primeiro feito em animação computadorizada.

Tartarugas Ninjas 4 para NES. Um verdadeiro sucesso.

Tartarugas Ninjas Fighter. Adorava esse jogo.

Jogo inspirado na ultima série lançada.

Outro jogo inspirado na série

O ridículo seriado de TV.

Encontro das Tartarugas Ninjas com os Power Ranger. Ambas as séries eram produzidas pela Bandai(que sempre estraga tudo!)

Bonecos dos personagens

As tartarugas dentro do furgão.

Uma fã arte bem realista. Melhor que o seriado da Bandai

Uma fã arte bem realista. Melhor que o seriado da Bandai

Esta retrata as tartarugas no Japão antigo. Muito Massa.

Vários personagens da série em uma versão bem realista.

A minha versão das Tartarugas Ninjas. Da esquerda para a direita: Michelangelo, Donatello, Mestre Splinter, Leonardo, Rafael e April O'neal.

Alguns Vilões da Série. Da esquerda para a direita: Kraing, Bibop, Destruidor, Rockstead e Rei Rato

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Ícones da Publicidade Papa Xibé

Todo lugar possui seus símbolos, ícones e representações tão particulares que identificam, só do simples olhar, a identidade de um povo, sua cultura e seus aspectos mais fundamentais. A verdade é que a publicidade não só usa esses símbolos populares, como também os cria, ou reinventa-os. Em Belém temos alguns casos, como veremos a seguir, de ícones da publicidade que de tão fortes, já se fundiram ao repertório cultural local, ou viraram parte da paisagem.

São expressões que atravessam gerações e que mostram a importância da publicidade como ferramenta de comunicação.

1 – COPO DA CERPA

Não há quem passe pala primeira vez pelo entroncamento que não fique observando o famoso (e famigerado) Copo da Cerpa. Lembro-me dos tempos de criança, quando subia em lugares altos só para ver ao longe o copo acender e apagar, acender e apagar…

Apesar de muitos falarem mal, é inegável que já faz parte da nossa paisagem, chega a ser quase um cartão postal (pelo menos bem melhor do que o Pórtico). Este grande projeto, ofusca até o Memorial da Cabanagem de Oscar Niemeyer que está localizado bem próximo.

2 – CANGURU DA RADIOLUX

Mascote da rede de lojas Radiolux, este simpático canguru já virou ícone da publicidade local. Não há quem o veja e não o associe diretamente com a loja. Não é difícil de vê-lo pelas ruas da cidade fazendo propaganda volante das ofertas. Este ícone é tão forte que já virou fake no Twitter e Facebook.

3 – SLOGAN GENTE BOA

A gente sabe que um slogan ou assinatura são bons quando eles caem na memória e na boca do povo, e foi justamente isso que aconteceu com o famoso bordão: “Ele é gente boa, tem até o cartão Yamada”.

Mesmo depois de muito tempo que os comerciais com esse mote não são veiculados, ainda encontro pessoas fazendo alusão a ele.

4 – ESTÁTUA DA LIBERDADE BELÉM IMPORTADOS

É fato que ela não é a mais bonita peça do designer urbano da cidade, e é fato também que peca “um pouco” em questões de proporcionalidade, mas não há como negar que a Estátua da Liberdade genérica do Belém Importados é um ícone (para o bem ou mal) da publicidade regional.

5 – CÍRIO DE NAZARÉ

O Círio é a maior expressão religiosa do Pará e do Brasil, mas também é um período onde a publicidade em Belém ferve. Muitíssimas marcas querem se vincular ao Círio, seja na forma de patrocínio, anúncios ou homenagens, mas todas querem se fazer presente. E são inúmeras as formas de mídia que vemos: ventarolas, faixas, embalagens, outdoor, TV e o tradicional Cartaz. Esta sazonalidade é muito importante para o mercado publicitário daqui, pois além de movimentar uma cifra bem gorda, também é onde aparecem com maior frequência (ou pelo menos ficam mais evidentes) as campanhas institucionais.

6 – PLACAS DE AÇAÍ

Não há nada mais icônico em matéria de publicidade popular no Pará do que as nossas placas de açaí. Nas cores vermelha, ou em alguns casos lilás, e com a palavra açaí escrita em branco, é uma das mais fortes expressões de designer vernácular. Onde há uma venda de açaí, tem uma placa. Isso mostra como o povo pode ter saídas criativas para resolver seus problemas de comunicação, e já foi até usada em cases profissionais (vamos dizer assim). Simples, direta, funcional e popular.

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Mascostes que marcaram época (parte 1)

Elas são fofos, simpáticos, engraçados, bonitinhos, já nos emocionaram, nos divertiram, nos informaram, e até tiraram lágrimas dos nossos olhos. Sim as mascotes já causaram todas essas sensações. A verdade é que as mascotes são instrumentos, muito inteligentes, que são usados para nos tornar mais próximos de uma determinada marca, instituição, campanha, evento e etc. Às vezes são tão bem construídos que ficam por anos, décadas na nossa mente, em alguns casos entram até para o nosso repertório cultural. Servem também de materias promocionais como chaveiros, toy arts, estampas de camisetas e etc (afinal que não gosta de brindes).

Mas que características uma boa mascote tem que possuir? O primeiro de tudo: uma boa mascote tem que ter carisma, essa característica é fundamental (claro); tem que estampar um grande sorriso no rosto, pois mostra a sua alegria em representar a marca; tem que possuir as cores da empresa que representa;  tem que possuir corpo antropomorfizado (próximo da forma humana); e ser muito ativo (no bom sentido é claro). Tais características não são regras, servem apenas para nortear o trabalho na hora de se criar uma boa mascote.

Nesse post reuni algumas das mascotes que marcaram época, seja de um evento ou de campanha publicitária, mas todos têm boas histórias pra contar.

 

COFAPINHO, o cachorrinho da COFAP

Esse é talvez o caso mais característico de mascotes que fizeram sucesso. O cachorrinho da raça Dachshund foi escolhido para ser a mascote da marca de amortecedores por possuir um formato semelhante ao produto. Seus criadores não tinham noção do que estavam criando na época, criaram algo que entrou não só para a história da propaganda, mas também para a cultura popular. Propagandas de enorme sucesso nos anos de 1989 a 1993, usavam enorme apelo emocional, colocando o cachorrinho em diversas situações, geralmente ajudando a família a comprarem os amortecedores COFAP, que eram mais seguros (é o que dizia a propaganda). O cãozinho foi criado pela W/Brasil do criativo Washington Olivetto, as propagandas tinham o slogan: “o melhor amigo do carro e do dono do carro”. As propagandas ganharam vários prêmios como o cobiçado Festival de Cannes. A força da mascote foi tão grande que a raça Dachshund caiu no gosto do público e passou a ser chamada de Cofapinho.

 

LEQUETREQUE, o galinho superativo da SADIA

Você já está familiarizado com ele, mais de vinte anos ele ilustra as campanhas da Sadia. O que poucas pessoas sabem é que ele é um frango de capacete. Possui uma personalidade ágil, pois está mais vinculado aos produtos da linha de instantâneos da empresa, inclusive com o peru de Natal que as pessoas associam erroneamente sendo ele. Geralmente aparece ao final da Novela das Sete da Rede Globo como anunciante . É comum que apareça nos comerciais da Sadia. Certa vez, a Sadia fez uma promoção que premiava o consumidor com o Lequetreque representando os mais diversos esportes.

ZÉ GOTINHA, tomar vacina ficou mais divertido.

Quem disse que as campanhas do governo não têm boas mascotes? O Zé Gotinha é a prova de que uma boa mascote vai além de eventos esportivos ou venda de produtos. Criado pelo Ministério da Saúde para reduzir o impacto negativo que a vacinação tinha para as crianças e torná-la mais atrativa e divertida. Zé Gotinha nasceu em 1986 para a campanha de vacinação pela erradicação da Poliomielite no Brasil e foi criado pelo artista plástico Darlan Rosa. A personagem se consolidou como sinônimo de vacinação, referencial de prevenção a doenças evitáveis através de vacinas. Andava meio sumido, mas foi resgatado em 2006. Não há quem nasceu nos anos 80 que não lembre desse fantástico personagem que ilustrou as campanhas nacionais de vacinação. Sem dúvida uma das melhores mascotes já criadas no Brasil.

ASSOLINO, o fenômeno da ASSOLAN

Como entrar em um mercado fortemente dominado por uma marca já consagrada? Talvez uma mascote bonitinha, uma música de sucesso da época cantada pelo grupo mais assediado, transforme-a em um jingle e uma dancinha bem engraçada. Quem sabe com essa fórmula não se roube uma boa fatia do mercado? Foi essa a estratégia de comunicação da empresa Assolan formulada pela agência África de Nizan Guanaes em 2002 mostrando a marca para o grande público, que até então vivia em uma espécie de “anonimato”.

Com uma propaganda bem humorada a Assolan começou a incomodar a gigante BOMBRIL, que viu uma enorme parcela do mercado escapar por causa do carisma de uma embalagem com vida. A mascote caiu nas graças do povo e isso se transformou em resultados concretos para a empresa: A campanha foi tão eficiente, que os R$ 22 milhões gastos, tiveram um resultado fantástico: a marca passou de 9,5% de market share (fatia do mercado) para quase 28% em menos de 2 anos.

É inegável que o carisma da mascote foi um dos fatores do sucesso da campanha, mostrando que uma boa mascote pode sim ser uma grande estratégia de comunicação.

MAMIFEROS, sensibilidade sem baboseira.

A propaganda brasileira sempre foi muito criativa e se destaca entre as melhores do mundo, mas quando se tratava de abordar o caráter mais singelo, os resultados não eram tão animadores. Porém esse estigma foi superado quando em 1996 a agência DM9DDB criou para a Parmalat a campanha Mamíferos. A campanha tomou o Brasil. Era fácil ver as pessoas cantarolando nas ruas o jingle da propaganda: “O elefante é fã de Parmalat…”. Na propaganda crianças vestidas de bichinhos (mamíferos, daí o nome da campanha) cantavam o jingle e apareciam em cenas espontâneas e de uma singela doçura.

Os bichinhos foram lançados em pelúcia e se transformaram em desejo de consumo não só das crianças, mas de gente grande também. A empresa montou uma grande estrutura para importar e distribuir os bichinhos que vinham da China.

Com certeza esse é um dos cases de maior sucesso da publiciade brasileira, marcado pela sutiliza e doçura dos bichinhos da Parmalat.

Esse são bons exemplos de que mascotes bem feitos podem render bons frutos para a marca e para a publicidade brasileira. No próximo pst veremos outras mascotes inesquecíveis.

“Marcados” desde cedo.

Ontem na faculdade tivemos uma aula que abordava a temática do alfabetismo visual. Segundo essa teoria, nós somos alfabetizados para reconhecer ícones, e ela também afirma que a percepção do campo visual é muito mais rápida e fácil do que a do campo da linguagem.

Vendo o Facebook vi um vídeo que mostra isso de forma clara: O garotinho Daniel de 2 anos, mesmo antes de saber ler ou escrever, já sabe reconhecer os logotipos de várias marcas. Não sei se ele é super dotado, mas tal característica não é exclusividade desse garotinho. Basta ver como crianças que mesmo antes de saber ler já sabem acessar a Internet através da interface gráfica dos computadores.

Mesmo sabendo que esse é um processo natural humano o vídeo não deixa de impressionar. Assistam:

Constatação: Desde cedo somos impactados com esses ícones.

As 10 piores coisas do Facebook.

O Facebook é a maior rede social do mundo, e desde o ano passado também é a maior do Brasil. Muitas pessoas abandonaram o Orkut e migraram para o Facebook, mas não abandonaram certos hábitos que possuíam lá (a chamada orkutização do Facebook), ou pior, adquiriram outros hábitos ruins com as funcionalidades exclusivas da rede.

Não quero ser uma Caga Regra, mas antes da popularização da rede, o Facebook parecia um lugar mais agradável, agora parece terra sem lei e sem ordem. Assim como o Orkut, o Facebook tá sofrendo uma degradação, não no número de usuários, mas no que está sendo exposto na rede.

Fiz um ranking das 10 piores coisas da rede social de Mark Zuckerberg.

1 – Futilidades: Nada contra quem escreve futilidades no seu mural, mas tem usuário que só faz isso. Que se dane se você vai comer Mcdonalds no almoço, se vai encher a cara na balada “tal” ou se foi em Nova Iorque e comprou maquiagem, a maioria das pessoas querem compartilhar coisas interessantes ou engraçadas. Tudo bem uma futilidade aqui e ali, mas toda hora já perdeu a graça, isso é coisa de quem não tem o que falar ou que quer aparecer.

2 – Pornografia e Violência: Tem usuário que não tem noção das coisas, não para pra pensar que existem crianças que usam a rede, ou mesmo pessoas que não gostam de serem expostas a esse tipo de conteúdo. Já vi cenas hediondas e grotescas, não que eu seja um puritano, mas é questão de um pouco de bom senso para saber o que se deve e o que não deve ser postado.

3 – Aplicativos Desnecessários: Existe uma diversidade enorme de aplicativos no Facebook, os que dizem quem você, o que você gosta, quando vai se casar, o que as pessoas não gostam em você e etc. E o pior tem gente que leva a sério isso. Uma infinidade de aplicativos que só servem para deixar o seu mural cheio de besteira.

4 – Ativistas de Facebook: O Facebook é um ótimo canal para conscientizar as pessoas ou fazê-las se atentarem para alguma causa, mas essa figura só faz isso. No mundo real ele nem liga para as coisas, mas no Facebook é o cara mais engajado do mundo. Faz isso só para parecer bacana.

5 – Pastor de Facebook: Perfil muito parecido com o do Ativista, mas nesse caso ele quer te evangelizar. Não que eu seja contra a religião, mas o problema é que no cotidiano esse cidadão não tem coragem de dizer um Jesus te ama, mas na rede é o homem mais santo do mundo.

6 – Hipócrita: Perfil semelhante aos citados acima, mas o ativista e o pastor até se identificam com a causa, o hipócrita não. Ele só compartilha para dá uma de bacana, mesmo que pense totalmente o contrário. Ele vai na onda, mas no mundo real faz totalmente diferente: Compartilha algo contra o lixo, mas joga lixo na rua; curte uma publicação contra escutar música dentro do ônibus, mas ama fazer barulho.

7 – Marcação de Fotos: Às vezes é legal ser marcado em  fotos de amigos, o problema é quando te marcam em uma foto que não tem nada a ver com você, podendo ser anúncios de festa, ou simplesmente fotos que você não aparece.

8 – Convites Para Festas: Ser convidado para um evento até que é legal, mas quando esse evento tem a ver com você, a bronca é quando você gosta de rock e te marcam em uma festa de pagode, ou quando se é evangélico e te marcam em uma micareta.

9 – Notificações Para Jogos: Existem até pessoas que gostam de jogar os jogos do Face, mas receber todo dia 10 notificações de jogos é brincadeira né? E ainda piora quando você não gosta de jogar esses jogos.

10 – Memes Chatos: Meme é tudo aquilo que viraliza, ou seja, tudo o que é passado várias vezes entre os usuários de uma rede. Pode ser uma tirinha, um acontecimento, uma imagem e etc. Quem não lembra do Luiza está no Canadá, ou o Estupro no BBB. E o pior, alguns geram variantes, que ficam semanas, até meses, aparecendo no seu mural.

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Anonymous, V de Vingança e Guy Fawkes.

Vocês já devem ter visto o personagem da figura acima, pois do ano passado para cá essa imagem se tornou sinônimo de protesto e revolução, muitos movimentos a usam como ícone, desde o Occupy Wall Street ao repercutido Anonymous. Mas porque essa imagem se tornou tão forte, e quem são esses tais de Anonymous?

ANONYMOUS

O Anonymous é uma comunidade virtual, mas podem ser denominados também como um grupo hacktivista (ativistas hackres), que se impõe a qualquer tipo de censura na Internet ou em outros meios. Seus membros se espalham pelo mundo todo, divididos em vários grupos, e que não expõem as suas identidades (como o nome mesmo diz). Outra característica do grupo é a ausência de líderes.

O Anonymous existe aproximadamente desde 2003, mas vem ganhando forte repercussão na mídia mundial desde dezembro de 2010, quando em retaliação aos atos hostis de algumas empresas financeiras ao WikiLeaks. Eles invadiram e tiraram do ar os sites da Visa, Master Card e Paypal, pois estes haviam bloqueado os ativos de transferências financeiras para o site de Julian Assange.

Durante a chamada Primavera Árabe (onda de revoltas e protestos em países árabes do norte da África e Oriente Médio) o Anonymous também foi peça importante. Com ataques a sites de instituições governamentais destes países, o que de certa forma ajudou a difundir o espírito revolucionário na juventude destes países.

Recentemente o Anonymous esteve envolvido na derrubada dos sites do FBI, departamento de Justiça do EUA, Sony, Universal, RIAA (Associação da Indústria da Gravação da América), MPAA (Associação de Audiovisual da América) e Broadcast Music, em retaliação à derrubada do Megaupload (site de compartilhamento de arquivos).

Mas como eles agem?

            Os ataques são coordenados via Twitter ou fóruns na Internet. Eles espalham vírus por vários computadores, que passam a ser controlados remotamente por eles, sem que o dono do PC perceba. Por meio de um comando o grupo faz com que todos os computadores acessem o mesmo site simultaneamente, gerando sobrecarga no sistema do site e tirando a página do ar.

Os ícones visuais desse movimento é a sua bandeira (representada por um homem vestido com traje formal e sem cabeça que representa a ausência de líderes) e a famosa máscara de Guy Fawkes popularizada pela HQ e filme

V DE VINGANÇA (V for Vendetta)

É uma série de romances gráficos (Graphic Novels) escrita pelo renomado Alan Moore. Um clássico das HQs, sucesso de crítica e de vendas, que foi adaptado para os cinemas em 2006. Até hoje a obra é usada para fundamentar ideologias anarquistas ou incentivar grupos políticos contra a opressão dos governos. V for Vendetta aborda temas fortes como liberdade, autoritarismo e o medo constante das pessoas, principalmente na época que foi escrita, em meio a Guerra Fria.

A história acontece em futuro (futuro na época que foi escrito, mas passado hoje) alternativo, onde o mundo imergiu em caos e a Inglaterra, país onde acontece a trama, vive em um regime totalitário.

V (personagem principal da trama) é um anarquista que quer derrubar o regime, foi torturado e feito de cobaia em um dos campos de concentração do governo inglês, ganhou habilidades acima das humanas, mas ficou deformado, e por isso quer vingança aos que fizeram isso com ele.

No processo ele conhece Evey, e a transforma em aprendiz. No final V, consegue se vingar de quem ele queria e Evey fica a cargo de prosseguir com os planos de V.

Nos planos de V, o começo da revolução e libertação do povo se dava com a explosão do parlamento, plano semelhante ao de…

GUY FAWKES

Foi um solado inglês católico que juntamente com outros católicos teve participação na “Conspiração da Pólvora” de 1605. O objetivo da conspiração era explodir o parlamento e assassinar o rei protestante Jaime 1º e todos os membros do parlamento.

Fawkes era especialista em explosivos, por isso ficou com a missão de guardar os explosivos e ativá-los no momento certo, mas a conspiração caiu nos ouvidos do rei, que ordenou que fizessem uma varredura nos subterrâneos do parlamento, onde o conspirador estava com 31 barris de pólvora.

Guy foi capturado e torturado para que revelasse o nome dos outros conspiradores. Ele foi condenado a forca pelos crimes de alta traição e tentativa de assassinato. Os outros conspiradores que foram revelados por Fawkes também tiveram o mesmo destino.

Hoje o dia que a conspiração foi descoberta, 5 de novembro, é celebrada a Noite de Guy Fawkes na Inglaterra e outros países, e vários jovens se vestem com a máscara de Fawkes, máscara essa que adquiriu um forte significado, que inspira jovens do mundo todo a se oporem às autoridades, que subjugam o poder das instituições governamentais e que procuram por um novo ideal nesse mundo completamente caótico, assim como o universo de V de Vingança.

É, Guy Fowkes não conseguiu concluir o seu objetivo, mas sua face serve de ícone para uma nova geração de revolucionários, ou seriam conspiradores? No final ele saiu vitorioso.

Referências: Wikipédia e Isto É nº 2204

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Perfis Digigráficos

DM9DDB realizou uma pesquisa sobre o comportamento dos usuários dos meios digitais e identificou novas classificações para esses consumidores.

O estudo revela cinco perfis de comportamento digital, como eles interagem com a sociedade, com as instituições e com sigo mesmo. Uma nova classificação intessante que se apresenta mais contundente com a realidade pós Internet e que mostra como tais perfis podem ser identificados e posteriormente impactados com estratégias de comunicação e marketing.

E ai curtiu o vídeo? Abaixo os links para os outros 4 vídeos da série.

3 - Perfis Digigráficos – Ferramentados

4 – Perfis Digigráficos – Fascinados

5 – Perfis Digigráficos – Emparelhados

6 – Perfis Digigráficos – Evoluídos

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