A publicidade não tem o único objetivo de vender. Ela serve também para informar, discutir temas polêmicos, chamar a sua atenção, estimular a reflexão e chocar, mas em nenhum momento ela deve ser preconceituosa. Mas em tempo idos a publicidade já teve os seus momentos de preconceito e de alusão à práticas sociais indecentes. Quando ainda não havia um sentimento igualitário e nem a opinião pública era tão atuante, anúncios alusivos corriam soltos. Hoje tais propagandas seriam consideradas crimes! Ainda bem que esse tipo de comunicação é coisa do passado. Seria até cômico se não fosse trágico!
E o quê que tem o seu filho for um alcoólatra? Quanto mais cedo pior.
Viva o lado Coca-Cola de infância.
Se o meu médico fuma, por que eu não posso fumar?
Minha namorada ia amar esse anúncio.rrsrs
Nada como uma garota estirada na sua sala.
Tradução: Porque a inocência é mais sexy do que você imagina. Tem cabimento uma coisa dessas?
Só um pouco machista. Tirando a submissão e o preconceito...o resto dá pra levar.
Tradução: Por que a tua mãe não te lava com sabão Fairy?
O que temos que entender é que a propaganda é um espelho da sociedade da época, tais anúncios eram assim, pois faziam parte de uma sociedade preconceituosa e onde tais afirmações não era considerados crimes. Mas felizmente esse tipo de coisa hoje além de não cair bem aos olhos dos cidadãos, também é punida por lei.
Todo mundo sabe que não é de hoje que se usa o nome do messias para faturar uma grana, e não estou falando dessas igrejas por aí que pede o seu salário por um lugar no céu. O próprio Natal foi inventado com esse fim: o de faturar, aquecer o comércio, pois não há nenhum registro fazendo referência do nascimento de Cristo nesta época. E claro que empresas e homens de marketing do mundo todo não poderiam abrir mão do maior de todos os garotos-propaganda: Jesus.
Ele ilustra camisetas, livros e campanhas natalinas. É o modelo ideal para agregar valor a qualquer produto, certo?
Abaixo alguns casos do uso da imagem do filho do Todo Poderoso para anúncios publicitários, alguns bons, outros ruins, mas fica ao seu critério avaliar.
Jesus ama os atores pornôs – XXXChurch.com, “Jesus Loves Porn Stars”.
Antes que um cristão enfurecido comece a disparar termos não pronunciáveis vou explicar. Esse é o título de uma campanha (muito mal sucedida) da XXXChurch.com, um site cristão anti-pornografia. Com o intuito de fazer as pessoas envolvidas nessa indústria refletirem sobre a sua postura o site lançou essa campanha. O estrago só não foi maior porque a American Bible Society negou o pedido de encomendar 10.000 bíblias com a imagem acima na capa para distribuir em eventos da indústria de cinema pornô.
Jesus malucão - Plug TV, Bélgica.
Essa espécie de MTV belga lançou o comercial acima exibido. O filme mostra Jesus como se fosse um jovem baladeiro e irresponsável. Preciso dizer que tal comercial não repercutiu bem no país?
Jesus veste jeans – Jesus Jeans
Parece que não bastava ele morrer na cruz e ressuscitar no 3º dia, ele também tinha que emprestar o seu nome para uma marca de jeans italiana. Os anúncios sempre bem provocativos pareciam desdenhar o 7º mandamento.
Ouro, incenso, mirra? Eu quero é um IPAD! -Lojas Betta Electrical, “Dê um presente melhor”
No anúncio acima vemos o menino Jesus ainda na manjedoura jogando os presentes dados pelos reis magos fora, parece que ele não ganhou uma Caloi (nova essa).
Nem só de pão vive o homem – Expo cristã.
Preciso dizer alguma coisa?
Jesus toma Red Bull, pra quê? – Red Bull.
Esse anúncio da Red Bull mostra um 4º rei mago trazendo as latinhas da bebida. Parece que não colou muito, afinal pra quê o filho do Todo Poderoso vai querer asas se ele é herdeiro do universo?
O objetivo desse post não é ridicularizar a imagem de Jesus e nem julgar os produtores de tais anúncios. Só quero mostrar como a imagem de um ícone tão poderoso é utilizada mundo a fora, causando polêmica e repercussão.
Você já imaginou se esses serviços fossem inventados há 60 anos? Parece que a agência de publicidade Moma, de São Paulo, resolver brincar de máquina do tempo para promover o MaxiMídia (evento de comunicação), e mostrou como seriam os anúncios da época com cartazes no estilo vintage.
A campanha “Everything Ages Fast” ficou excelente, digna de um Cannes.