Pichação é arte?

pichação

Aviso Importante: Este texto não faz apologia ao crime, apenas se propõe a fazer uma análise de uma forma de expressão.

Tem gente que defente que pichação é apenas vandalismo, transgressão, mas a arte também tem lá o seu aspecto transgressor. Para outros o ato de pichar deve ser reconhecido como arte urbana contemporânea, subversiva, mas arte. A verdade é que a pichação sempre foi vista como forma de embate à tradição e os padrões impostos pela sociedade. Já foi forma de protesto, estando presente na Revolta Estudantil de 1968 e também foi amplamente grafada  no Muro de Berlin, assim como também já foi forma de demarcação de território de gangues nos Estado Unidos. Hoje é um dos aspectos mais presentes nas cidades, as pessoas gostando ou não.

Mesmo sendo considerada crime, a pichação é uma forma de expressão que dá um toque artístico aos contornos cinzas das metrópoles do mundo, principalmente em São Paulo. Inclusive a pichação brasileira, sobretudo a paulistana, é reconhecida internacionalmente, e diga-se de passagem valorizada na Europa, devido ao desenho singular da tipografia característica. O tipo conhecido como tag reto difundido em São Paulo é o grande representante deste estilo.

Em termos sociais a pichação é uma manifestação social urbana, e serve como recorte para entendermos o contexto das próprias cidades. É uma forma de expressão gráfica que reflete bem os espaços urbanos, suas peculiaridades e as vivências das urbes, e mesmo subversiva serve de recorte para refletirmos os limites das artes, pois o pichador como agente social propõe um novo significado ao espaço. A pichação não deixa de ser uma certa afirmação dos marginalizados da sociedade (marginalizados, não marginais), uma forma de protesto silenciosa e pacífica, mas que é efeito colateral de um sistema desigual.

Além de ser uma forma de expressão, a pichação também carrega uma alta dose ideológica, mesmo que esta se perca com o passar do tempo, mesmo que muitos pichadores não tenham consciência dela, mas é uma forma de gritar à sociedade que eles existem também, que não são invisíveis.

A arte não é apenas retrato do belo ou um mero combinar de técnicas, é também o despertar das emoções, das ideias e da reflexão. A arte também serve para rever conceitos e provocar mudanças comportamentais, mesmo que para isso tenha que incomodar os padrões existentes. Todo artísta tem o objetivo de causar alguma reação no espactador, quer incomodá-lo e despertar reações que este não está acostumado, e a pichação parece cumprir bem esse objetivo.

Não quero difundir a prática da pichação, não foi o meu objetivo  esse com esse post, mas que o leitor possa olhar de forma mais aberta este tipo de fenômeno social presente em nossas cidades. Como arte, cabe a interpretação de cada um, porém como expressão é inegável o seu significado.

Gostou do post e quer ver mais conteúdo de qualidade? Então curta a minha página no Facebook e o meu twitter.

Referências: Caderno de Tipografia Nº 3, Pichação é arte (Superinteressante) e Wikipédia.

Origami, A Arte de Dobrar Papel

Como o título já diz, Origami é uma arte japonesa de dobrar papel. Com essa técnica cria-se representações geométricas, sem cortar ou colar, de seres ou objetos, sendo o mais comum o Tsuru (uma espécie de pássaro).

Não se sabe ao certo quando a prática começou, mas estima-se que foi no chamado Período Edo (1603-1897).

O Origami é uma das práticas mais fortes da cultura japonesa, que afeta até mesmo suas crenças: Segundo a lenda, aquele que fizer mil origamis da garça terá um pedido realizado.

Mas, engana-se quem acha que a arte da dobradura de papel é exclusividade japonesa, os Mouros (Árabes que habitavam o norte da África) também eram praticantes dessa arte, mas com a diferença de não criarem figuras de animais, pois a religião não permitia.

O Origami é uma forma de expressão muito peculiar e já foi difundida para os vários cantos do mundo por causa da sua beleza e simplicidade.

No vídeo abaixo você aprenderá como se faz um Origami do Tsuru.

Abaixo o passo a passo da confecção do Tsuru. (Retirado do blog Tulha do Túlio)

Veja outros modelos de Origami (Imagens retiradas do blog Gostei Disso):

Esse cara é criativo

Eu sou um fã de pessoas criativas e que fazem sempre algo bem bolado e peculiar. E é ainda melhor quando essa mente criativa faz coisas reaproveitando materiais que muitas vezes seria jogado fora.

A seguir vocês vão ver o trabalho do norte americano Brian Marshall, que cria esculturas metálicas a partir de colheres, facas, garfos, latas e todo o ferro velho aproveitável. O valor das esculturas varia de R$ 170 a 500 reais.

Bacana né?! Isso sim é ser criativo!

Finte: Desconectado.net

Parkour, A arte louca de voar.


As pessoas que moram nas grandes metrópoles, alguma vez, já devem ter esbarrado com uns caras “malucos” que ficam fazendo movimentos acrobáticos e ultrapassando os “obstáculos” das grandes cidades com uma habilidade fantástica, pois é esse é o Le Parkour.  Nessa atividade o princípio é mover-se de um ponto a outro o mais rápida e eficientemente possível, usando principalmente as habilidades do corpo humano, poupando energia e evitando lesões.

Essa atividade desenvolve a força, resistência,  coordenação motora, ao mesmo tempo que desenvolve a concentração, força de vontade, determinação e coragem. Um traceur (como são chamados os praticantes do esporte) é potencialmente um ótimo praticante de outras atividades físicas que necessitam de autocontrole, agilidade, destreza, força, raciocino rápido e observação.

A arte (como muitos falam) nasceu primeiramente pelo méthode naturelle (Método Natural de Educação Física) desenvolvido por Georges

David Belle, fundador do esporte.

Hébert no séc. XX.  Soldados Franceses no Vietnã inspirados pelo trabalho de Georges Hébert criaram o treinamento militar: parcours du combattant. David Belle foi iniciado no treinamento militar e méthode naturelle por seu pai, Raymond Belle — um bombeiro francês que praticava as duas disciplinas. David Belle continuou a praticar outras atividades como artes marciais e ginástica, buscando aplicar suas habilidades adquiridas de forma prática na vida.

E o melhor, o Parkour é um esporte baratíssimo, basta você morar em uma cidade e tiver disposição em enfrentar os obstáculos. Para a prática do esporte é recomendada os seguintes acessórios: Calça leve, camiseta leve e um tênis macio, o resto é opcional.

Mais que um esporte o Parkour é uma filosofia de vida, pois te ensina a superar as barreiras que a vida te impõe.

Veja agora um vídeo mostrando a prática do esporte: