Sua Universidade Não Diz Quem Você É!

Esses dias estive refletindo sobre uma questão bastante pertinente: O modo como alguns estudantes de instituições renomadas se acham melhores que os estudantes das outras. Mas será que de fato isto é verdade? Será que um estudante de uma instituição de ensino renomada está melhor preparado que os estudantes das outras?

Este questionamento me veio quando em uma discussão em um dos grupos do Facebook que abordam a comunicação e como esta afeta a vida das pessoas. Estávamos discutindo o suposto estupro do BBB e como a rede Globo se posicionou sobre o assunto. Foi quando um dos integrantes, incomodado com um comentário feito por mim, começou a manifestar-se superior a minha pessoa, somente pelo fato de estudar em uma faculdade mais renomada do que a que eu estudo.

Abaixo o trecho da discussão:

Clique para ampliar

Fato curioso nisso tudo: Este dito cujo é um ex-colega de turma, e saiu por não se sentir capaz para fazer o TCC, pois indo para a outra instituição ele voltou dois semestres, tempo mais do que necessário para pensar no seu TCC. Mas este não é o foco do post, então vamos ao que interessa.

É inegável a vantagem de um estudante de uma IES renomada. E sim! O quesito faculdade com nome pesa, tanto na hora de disputar um processo seletivo, quanto na qualidade do ensino ministrado, mesmo que nem sempre seja assim. Uma boa faculdade, com bons professores, com um núcleo de estágio que funcione, enfim bem estruturada é muito importante para a formação de um profissional e para a disputa no concorrido mercado de trabalho, mas não quer dizer que quem estuda nessas instituições está mais capacitado para o mercado.

O que temos que entender que faculdade é só a ponta do Iceberg e que competência não se aprende em sala de aula. Não adianta estudar na melhor IES do mundo e só. O verdadeiro profissional diferenciado se faz com base em conteúdo, experiências é força de vontade. Especialistas em recrutamento são unanimes em dizer que em uma seletiva as experiências anteriores contam mais na escolha dos candidatos.

“Existe a possibilidade do candidato ser escolhido por conta da universidade que fez, porém quanto mais maduro, ou seja, quanto maior a maturidade do candidato, o fator universitário vai ficando mais distante, dando espaço para experiência, que conta muito mais.” Afirma a consultora Claudia Monari. Para ela “nada substitui a prática do dia a dia e o perfil de competências que o profissional adquire com a maturidade”.

Essa maturidade não é exatamente sinônimo de trabalhos anteriores. Pode ser projetos acadêmicos, empreitadas empreendedoras ou algum tipo de engajamento que o candidato pôde ter ao longo de sua vida acadêmica e profissional.

Outra coisa que temos que ter em mente é a nossa constante evolução e busca por aprimoramento. Estar atualizado o diferencia no mercado, por isso fazer cursos extras, participar de palestras, workshops, intercâmbios e outros, se faz fundamental no dinâmico mercado de trabalho. Uma boa pós-graduação também é uma mão na roda para quem busca uma oportunidade.

Mas quem não tem um currículo tão recheado de experiências assim, a alternativa é surpreender na entrevista, se mostrando confiante e capaz.

De qualquer maneira a avaliação da faculdade é só um ponto analisado. Ter força de vontade, conhecimento provido de estudo, personalidade e disposição para fazer sempre o melhor e inovar, ainda são mais valorizados que uma IES, mais conceituada que esta seja. E sempre podemos tirar proveito dessas pessoas que se vangloriam de estudar nessa ou naquela faculdade. Enquanto elas ficam se gabando disso, nós estamos estudando e nos esforçando para nos aperfeiçoar constantemente.

De fato não estudo na melhor faculdade de Belém, mas isso não me impede de estudar constantemente, sempre buscar melhorar e me engajar nos mais diversos projetos. Isso sim faz a diferença!

Cultura “Usada”

Apesar do nome parecer desqualificar o mercado, mas a tal cultura usada, é uma opção viável pra quem não tem um orçamento favorável para gastar com livros, DVDs, CDs e etc. Além do mais, garimpando no meio das bancas, você pode encontrar raridades e clássicos a preços bem acessíveis.

Abaixo o vídeo mostra uma matéria do programa Invasão da rede Cultura sobre esse tema. Confira!

E aí o que vocês acham, viável ou não?