#FicaADica com Luli Radfahrer

Luli Radfahrer é uma grande referência pra quem faz e gosta de comunicação. Para quem já teve o privilégio de vê-lo em uma palestra sabe o que estou falando. O cara é PHD em comunicação digital pela USP-ECA, onde também é professor. Trabalha com Internet há muito tempo e possui projetos em vários países, ou seja, o cara é gabaritadíssimo. O interessante é ver como ele faz assuntos chatos se tornarem uma grande atração.

Dando uma vasculhada no Youtube, achei uma série de vídeos onde ele fala de assuntos relacionados ao mundo digital que está a cada dia que passa se tornando mais o centro das nossas vivências sociais.

Os vídeos são muito interessantes e valem a pena ser conferidos.

Para quem tá afim de saber mais do trabalho do cara é só acessar o site dele: luli.com.br

Alguns dos melhores Jingles brasileiros

A música como forma de comunicação é peculiar, pois cria um efeito singular na mente humana, sendo uma das formas mais eficazes de comunicar algo. E os publicitários sabem bem disso, por isso ouvimos os milhares de jingles que existem por aí. De maneira direta ou indireta o seu poder de persuasão é tremendo, sendo um dos recursos mais utilizados pelos anunciantes para atrair a atenção do público.

Mas criar um Jingle de sucesso não é tarefa fácil, pois ele deve possuir alguns elementos para torná-lo cativo na cabeça das pessoas. Um jingle deve possuir uma melodia cativante (isso é o óbvio), uma letra que não vá além de algumas estrofes, refrão simples e deve ser transmitido regularmente nas mídias para obter maior resultado.

A nossa publicidade é uma das melhores do mundo nesse quesito, e por isso listei alguns jingles que fizeram muito sucesso nas suas épocas e com certeza habitam a mente de muita gente até hoje.

Vejam.

Faber Castel

Eu me arrepio ouvindo esse jingle.

Parmalat

Cremogema


Bamerindus


Pirocóptero


Banco Nacional


Guaraná Antarctica – Pipoca


Guaraná Antarctica – Pizza


Lula lá


Sem ser partidário, só mostrando a força de um bom jingle em uma campanha eleitoral.

Honda

 

A Era da Comunicação Digital

O dedo, a extremidade dos membros do homo sapiens, na ponta a impressão digital nos diferencia dos demais. Nós temos cinco dedos, ou cinco possibilidades. Com esses dedos, usando-os para dar apenas alguns cliques, podemos nos transportar para outros países, nos comunicar com pessoas de outras nações, outras culturas, vidas paralelas as nossas, mas que se distanciam por algumas milhas, ou paredes, ou o nosso corrido tempo.
Em uma era que com um dedo podemos ter conhecimento infinito, ter experiências fantásticas, alguns ainda o usam para “escrever”, pois suas débeis mãos não conhecem a linguagem escrita, mas afinal, quem hoje conhece a linguagem escrita? Essa mutante constante de termos dinâmicos: Vós me CE, que virou você, que passou a ser vc, e agora é um simples c.
É ultimamente não é só a língua que muda, muita coisa está mudando, e em uma velocidade vertiginosa: O nosso jeito de “comprar” música, o nosso jeito de ver filmes, até o nosso modo de nos relacionar com outros, e quem não se atenta para isso está fora dos planos do voraz bravo (ou nem tanto) mundo novo.
Comunicação e informação são hoje mais valiosas do que ouro, mais poderosas que armas nucleares, mais curadoras que a medicina. A Internet instrui mais que a escola, o conhecimento está aí, na forma de bits, bytes, kbytes, megabytes, terabytes e outros tantões de bytes. O mundo mudou, somos mais informados, às vezes mal informados, outras informados até demais. É tanta informação, que nossa mente limitada não absorve tudo, e nem precisa, para quê existe o Google?
Somos andróides, não há como pensar em viver nossas vidas sem celular, Internet, computadores e todo esse aparato tecnológico que a cada dia que passa se torna mais integrado a nós, ao nosso íntimo, basta ver a geração que mesmo antes de saber ler ou escrever já se aventura na “rede”.
E o futuro? Até a nossa noção de tempo mudou, tudo é tão rápido, tudo é tão passageiro. Mas o que será que nos aguarda? Chips em nossas mentes ou experiências interativas em ambientes virtuais? Não há como saber. Mas ele está aí e temos que desvendá-lo, desbravá-lo, caminhando curiosamente por essa estrada de tijolos dourados.

Levanta aê, vai fazer um curso de férias.

Você que é estudante de Comunicação, Marketing, Administração ou áreas semelhantes, já aproveitou bastante as férias, ficou de pernas para o ar, e em breve as aulas vão começar. Que tal voltar às aulas com toda a pegada? A Escola de Comunicação está ofertando vários cursos de férias, tudo para você começar bem o ano letivo. Ah, e você que é estudante tem desconto hein. Aproveita!

Então acesse www.escoladecomunicacao.com e inscreva-se.

Mas que fonte eu uso?

Quem trabalha com comunicação (publicitários, jornalistas, designers entre outros) sabe que o tipo de fonte a ser utilizada pode fazer a diferença na mensagem que se quer passar (moderna, tradicional, cômica, séria, jovem e etc). Mas como saber que tido de fonte utilizar?  Julian Hansen criou um fluxograma para auxiliar nessa difícil tarefa:



Fluxograma de fontes

O fluxograma foi traduzido por Lucas Oliveira.

Agora fica a dica para esse monte de blog que usa só a comic sans, existem outras fontes legais também.

Fonte: Sedentário e Hiperativo

Grandes Comunicadores: Rock N’ Roll

Chuck Berry um dos pioneiros do Rock 'n' Roll.

Chuck Berry um dos pioneiros do Rock 'n' Roll.

Rock

Neste artigo não abordarei a obra comunicacional de um indivíduo, tentarei fazer um breve apanhado da relação do Rock com a comunicação e como ele ajudou a mudar não só os rumos da indústria fonográfica, mas também como foi determinante na construção da sociedade contemporânea.
Todo mundo sabe (ou deveria saber) o poder que música possui como instrumento de comunicação. Através dela pode-se transmitir mensagens, passar idéias, propagar conceitos e valores e etc. E sem dúvida nesses quesitos nenhum gênero musical se iguala ao rock.
O rock influenciou e influencia até hoje estilos de vida, moda, atitudes e até a linguagem.

A galera balançando no ritmo alucinante do rock 'n' roll.

A galera balançando no ritmo alucinante do rock 'n' roll.

E ele já nasceu revolucionário, causando impacto em questões sociais, basta analisar o cenário no qual apareceu. O rock (rock ‘n’roll como era chamado na época) surgiu em meio a fortes tensões raciais nos Estados Unidos. Os negros norte-americanos protestavam contra a segregação em instituições de ensino e instalações públicas. O surgimento de um estilo musical que mesclou elementos da música negra e da branca provocou fortíssimas reações na conservadora sociedade americana.
E logo após o seu nascimento o rock ‘n’roll mostrou o seu lado de transformador social quando colocou negros e brancos para dançar no ritmo alucinante da música, ajudando assim a diminuir o preconceito no racista Estados Unidos dos anos 50.
Artistas negros como Chuck Berry (que para muitos é o verdadeiro rei do rock), Little Richard ,entre outros ganharam popularidade entre a audiência branca, algo até então impensável.
Antes do rock ‘n’roll a música era categorizada por raça, nacionalidade, localização, instrumentação, técnicas vocais e até mesmo religião. Mas com o espetacular sucesso de Elvis Presley em 1956 o gênero se tornou a menina dos olhos da indústria musical da época fazendo cair por terra a categorização até então vigorante.

E o lado transformador do rock não parou nos anos 50. Na década seguinte ele ajudou a causa do movimento dos direitos civis nos EUA. Também foi ícone da contracultura e do movimento hippie, sem contar a forte oposição que fez a guerra do Vietnã.

Bob Dylan ícone das canções de protesto.

Bob Dylan ícone das canções de protesto.

Nesse período o cantor e compositor Bob Dylan ficou famoso com as sua fortes canções de protesto que abordavam temas sociais e políticos numa linguagem poética, a música “Blowin’ In The Wind” se tornou hino do movimento dos direitos civis. Sem falar da Beatlemania, que transformaria o rock em um fenômeno global dando início ao que depois se chamaria música pop. E não podemos esquecer de Janis Joplin, Jimmy Hendrix, Animals, Yardbirds, e vários outros artistas que influenciam até hoje a música.

Sex Pistols,Punk Rock na veia.

Sex Pistols,Punk Rock na veia.

Na década de 70 um grito alto e com raiva tomou conta primeiramente da Inglaterra e depois do mundo, era o Punk Rock, um estilo que abordava questões políticas e sociais, tais como desemprego, pobreza e a vida urbana. Com o claro objetivo de chocar abertamente o sistema e os costumes britânicos a banda Sex Pistols em alto e bom som tocava a irônica “God Save The Queen” e a contestadora “Anarquy In The Uk”. E com uma atitude “faça você mesmo” esse movimento deixou um enorme legado para as próximas gerações que vai muito além da música.
Aí veio os anos 80 e o uso massivo dos sintetizadores, a popularização de bandas como U2, The Police, Duran Duran e várias outras, e nascimento da MTV (emissora que popularizou os vídeo- clipes e redefiniu os rumos da promoção de artistas e de bandas). Aqui em terras tupiniquins foi nessa época que o rock se popularizou, misturado o gênero com ritmos daqui, o rock brasileiro criou uma identidade única, apresentou-se ousado, contestador e multifacetado. Bandas como Legião Urbana e Plebe Rude abordavam temas sócio-políticos e Cazuza (ex- Barão vermelho) falava da decadência da política, e foi ele o primeiro artista brasileiro a declarar publicamente que era soropositivo, ajudando assim a criar consciência em relação à doença e os efeitos da AIDS. E ainda tem o irreverente Ultraje à Rigor, o pós-punk Ira!, os paulistas do Titãs e muitas outras que ajudaram a propagar o gênero por aqui.
Com letras sarcásticas e depressivas do grunge fazia a cabeça da galera no começo dos anos 90, temas como apatia, tédio, confinamento, introspecção, desejo pela liberdade e alienação social eram os mais freqüentes. O grunge se difundiu rapidamente por falar o que os jovens dessa geração sentiam, possuía um aspecto desafiador, despreocupado e antagônico a cultura pop da época. O grunge (que alguns dizem ser o último grito do rock) era a música dos oprimidos, pessoas que repudiavam a popularidade, a beleza artificial, o consumismo exagerado e etc.

O Rappa uma banda engajada

O Rappa uma banda engajada

E hoje? De fato o rock perdeu muito da sua força e do seu caráter social, mas, ainda existem bandas que além de passarem mensagens conscientes na sua música usam sua influencia como personalidades famosas para ajudarem na construção de uma sociedade melhor. Podemos destacar o caso da banda irlandesa U2 e dos armeno-americanos do System Of A Down, aqui no Brasil é a banda O Rappa que levanta a bandeira do engajamento social.
E não podemos deixar de ressaltar a sua importância no campo da comunicação, um estilo musical que nasceu no submundo, nasceu de um povo marginalizado que precisava gritar alto para ser ouvido, um tipo de música que se firmou como o canalizador das idéias contestatórias dos jovens, frente à insatisfação com o sistema cultural, educacional e político. E o rock é o ritmo que dita esse tipo de comportamento até hoje.
Viva o rock baby. Rsrsrs.

Valeu galera!!! Até a próxima.