A Coca-cola é uma das empresas mais lucrativas do mundo. É uma gigante no marketing e na distribuição dos seus produtos, além de possuir a marca mais valiosa do mundo e ser líder absoluta no segmento. Mas mesmo com todo esse poder, a gigante já teve que ceder algumas vezes para não perder o controle do mercado. Alguns casos peculiares, que mostram que mesmo uma empresa com essa escala, está sujeita à interferências da cultura local. A seguir veremos alguns exemplos onde a empresa teve que reformular sua estratégia para se adequar as características de mercados locais.
Lata Azul de Coca-cola
Em Parintins, no Amazonas, existe a festa do Boi Bumbá, evento grandioso e com visibilidade internacional, que divide a cidade em duas fanáticas torcidas: A do Garantido(vermelho) e a do Caprichoso(azul). A rivalidade entre as duas torcidas é tão grande, que os torcedores do Caprichoso não compravam Coca-cola, pois a cor da lata era associada a cor do rival, enquanto a Pepsi, por ter a lata azul era preferida por tais torcedores. E a Coca para não perder consumidores, adotou o azul em metade da produção das latas e também nos materiais de divulgação.
É incrível como a rivalidade de um povo, pode alterar a estratégia de uma empresa mundial e que tem na cor vermelha a sua mais forte associação em mais de 100 anos. Isso mostra que uma empresa mundial, pode regionalizar suas estratégias de marketing e ter resultados fantásticos.
Davi contra Golias
No Maranhão o Guaraná Jesus é mais que um refrigerante, é um ícone da cultura local, e lá o refrigerante cor de rosa é o líder de mercado. Mesmo com várias estratégias de marketing, a gigante não conseguia vender mais que a pequena fábrica maranhense. E qual foi a saída para isso? A Coca-cola Company comprou os direitos de distribuição do Guaraná Jesus em 2001, assim controlado a sua distribuição e deixando-a restrita ao estado do Maranhão.
Isso é um caso clássico no mundo dos negócios, se não pode vencê-los, junte-se a eles, ou melhor, compre-os.
Os exemplos acima nos mostram que mesmo uma empresa mundial e poderosa está sujeita às influências da cultura de um povo. Muitas vezes empresas perdem a chance de ganhar mercado, pois não sabem lidar com tais questões simbólicas. Os cases da Coca-cola nos mostram a importância das peculiaridades do mercado de uma região e como podemos nos usar tais ícones para obter sucesso, e se não der para ser na base da comunicação, que seja na base dos negócios. O importante é mostrar que quando um produto entra no repertório cultural de um povo, ele se torna um forte referencial e membro permanente na mente do consumidor.
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Fontes: Plugcitarios.com, Comunicadores.org












