Advergame é uma das mais fantásticas e eficazes ferramentas publicitárias que encontramos no contexto atual. Seu nome deriva da fusão de advertising (publicidade) e game (jogo), tendo a função básica de expor o usuário à marca de uma determinada empresa, instituição ou indivíduo dentro do jogo ou fazer com que o mesmo jogue com a marca, criando assim interação.
Esse tipo de ferramenta ganhou grandes proporções com a popularização da Internet e com a aplicação em dispositivos mobiles (smartphones e tablets), porém já é uma prática um pouco antiga. O primeiro Advergame eletrônico que se tem notícia chama-se Pepsi Invaders, e foi criado em 1983 para Atari a pedido da Coca-cola. O jogo era um clone do clássico Space Invaders, onde no lugar de naves alienígenas haviam logos da Pepsi que deviam ser destruídos.
Apesar de serem associados com jogos eletrônicos, os Advergames são mais comuns do que pensamos. Sabe aqueles joguinhos que vinham atrás da caixa de cereal ou das latas de achocolatado? Pois é, eram Advergames. E aquelas caças ao tesouro promovidas por uma marca qualquer? Também Advergames. Veja só como já estamos familiarizados com a ferramenta e nem percebemos.
Hoje os Advergames movimentam milhões, talvez bilhões como veremos a seguir, por se tratar de uma ferramenta que mais agrega valores as marcas, e claro, traz retorno financeiro. E com o bum da Internet e do uso de aparelhos móveis no Brasil e no mundo, o cenário está ficando gradativamente mais propício para o uso de tal estratégia.
Segundo a consultoria eMarketer, os anúncio dentro dos games devem movimentar US$ 650 milhões em 2012. Uma prévia conservadora, outras consultorias apostam em US$ 1,8 BI.
No Brasil já há cerca de oito aparelhos celulares para cada 10 pessoas, e os números não param de crescer. O uso da rede também é alto, somos cerca de 50 milhões de internautas e um dos países com maior média de tempo gasto com acesso a Internet no mundo. Claro que tais dados não mostram efetivamente o uso do instrumento, mas nos mostra uma situação favorável para a sua aplicação.
Mas para que serve um Advergame?
- Trazer mais visitas e aumentar o tempo de permanência dos consumidores no site;
- Gerar cadastro e mailing;
- Coletar dados estatísticos;
- Testar a reação do público a um determinado produto ou serviço;
- Gerar buzz e Marketing Viral;
- Aumentar o reconhecimento da marca;
- Mensurar resultados;
- Aumentar as vendas.
Onde encontramos?
- Internet: Sites das empresas, redes sociais, sites promocionais, dowloads;
- Aplicativos para PCs, notebooks, smartphones e tablets;
- Consoles;
- Eventos;
- Embalagens, cartas, tabuleiros e etc.
Quem joga?
- Segundo a consultoria Nielsen/Netratings 30,5% dos jogadores tem entre 35 a 49 anos;
- 16,6% entre 25 e 34 anos;
- E 14,3% entre 12 e 17 anos;
- 41% de jogadores de sites de jogos são mulheres;
- 70% das pessoas que jogam em sites são jogadores casuais, destes 57 são mulheres e 43 são homens;
Efeitos?
Pesquisa Blockdot/ Kewlbox.com
A pesquisa feita com mil usuários mostra que 83% dos entrevistados pensam positivamente nas empresas que disponibilizam jogos. 73% dizem que estão mais propensos a comprar a comprar os produtos dessas empresas.
- A exposição de uma marca ou produto em um advergame é de cinco a trinta minutos, tempo muito maior do que a mídia televisiva ou impressa;
- A familiaridade com a marca cresceu 64%
- A avaliação da marca aumentou 37%
- O desejo de compra aumentou 41%
- A lembrança do anúncio aumentou 41%
- A avaliação do anúncio cresceu 37%
- Uma pesquisa com a demonstrou que as pessoas lembram apenas 10% do que leem, 50% daquilo que veem ou ouvem e até 90% daquilo que interagem.
- Os Advergames estão na chamada área positiva de percepção de mídia e perdem apenas para os eventos e comerciais de TV 30 segundos.
Tipos de Advergames
In – Game Advertising: É quando se pratica a mesma propaganda do mundo real no jogo. São outdoors, cartazes, spot de rádio, placas de patrocínios, enfim, todas as peças publicitárias que fazem parte do nosso dia-a-dia, porém no contexto do jogo. Exemplo disso são as caixas de pizza da Pizza Hut no jogo das Tartarugas Ninjas.
Product Placente: É usar os jogos como meio de interagir com o consumidor e gerar uma experimentação do produto dentro do contexto do jogo. Esse tipo de advergame é usado na forma de patrocínio, onde os desenvolvedores do jogo procuram os anunciantes antes da finalização do jogo. Temos o exemplo do Worms 3D da Sega, onde o bichinho tomava Red Bull e ficava cheio de energia.
Serious Game: como o nome já diz trata-se de um jogo sério, muito usado para fixar ideias ou campanhas de conscientização e reeducação.
Alternate Reality Game (ARG): é um tipo de jogo eletrônico que combina as situações de jogo com a realidade, recorrendo às mídias do mundo real, de modo a fornecer aos jogadores uma experiência interativa.
Os ARGs são caracterizados por envolver os jogadores nas histórias, encorajando-os a explorar a narrativa, a resolver os desafios e a interagir com as personagens do jogo. Este tipo de jogos desenvolve-se a partir de sites, emais, telefonemas, entre outros meios de comunicação comuns.
Os ARGs estão popularizando-se e consequentemente a crescer em número. Geralmente, os jogos são gratuitos, sendo as despesas absorvidas pela venda de produtos licenciados (como os puzzles de Perplex City) ou pela promoção de um produto já existente (o I Love Bess promove o jogo de vídeo Halo 2).
Em suma, podemos dizer que os Advergames são uma ótima ferramenta de Marketing, pois geram associação positiva com a marca, marketing viral e também, quando bem trabalhados, auxiliam no impulso de vendas. Pode ser que hoje ainda encontrem barreiras para uma exploração maior, porém com a rápida ascensão das classes menores à Internet e a dispositivos móveis, não tardará para que seja uma prática constante o uso desta formidável ferramenta.
No próximo post veremos alguns cases de sucesso no uso de tal ferramenta.
Fontes: Wikipédia, Slideshared