Angelus saindo do senso comum.

Infelizmente a publicidade muitas vezes entra em pontos comuns, em um tipo de obrigatoriedade de elementos quando se trata de propagandas de determinados segmentos. Por exemplo, as loiras e o apelo sexual nos comerciais de cerveja, o desempenho dos automóveis em propagandas de carro, ou a felicidade radiante de propaganda de margarina. Com os comerciais de planos funerários não é diferente. Sempre vemos aquela mesmice: “Dê o conforto para os últimos momentos e blá blá blá.” E é ai que entra a oportunidade de se destacar, fazer o novo, como foi feito pela plano funerário Angelus. Usaram como referência  costumes funerários de povos antigos para fazer uma campanha inteligente, que fala de um assunto delicado de maneira divertida.

Veja os comerciais:

Ícones da Publicidade Papa Xibé

Todo lugar possui seus símbolos, ícones e representações tão particulares que identificam, só do simples olhar, a identidade de um povo, sua cultura e seus aspectos mais fundamentais. A verdade é que a publicidade não só usa esses símbolos populares, como também os cria, ou reinventa-os. Em Belém temos alguns casos, como veremos a seguir, de ícones da publicidade que de tão fortes, já se fundiram ao repertório cultural local, ou viraram parte da paisagem.

São expressões que atravessam gerações e que mostram a importância da publicidade como ferramenta de comunicação.

1 – COPO DA CERPA

Não há quem passe pala primeira vez pelo entroncamento que não fique observando o famoso (e famigerado) Copo da Cerpa. Lembro-me dos tempos de criança, quando subia em lugares altos só para ver ao longe o copo acender e apagar, acender e apagar…

Apesar de muitos falarem mal, é inegável que já faz parte da nossa paisagem, chega a ser quase um cartão postal (pelo menos bem melhor do que o Pórtico). Este grande projeto, ofusca até o Memorial da Cabanagem de Oscar Niemeyer que está localizado bem próximo.

2 – CANGURU DA RADIOLUX

Mascote da rede de lojas Radiolux, este simpático canguru já virou ícone da publicidade local. Não há quem o veja e não o associe diretamente com a loja. Não é difícil de vê-lo pelas ruas da cidade fazendo propaganda volante das ofertas. Este ícone é tão forte que já virou fake no Twitter e Facebook.

3 – SLOGAN GENTE BOA

A gente sabe que um slogan ou assinatura são bons quando eles caem na memória e na boca do povo, e foi justamente isso que aconteceu com o famoso bordão: “Ele é gente boa, tem até o cartão Yamada”.

Mesmo depois de muito tempo que os comerciais com esse mote não são veiculados, ainda encontro pessoas fazendo alusão a ele.

4 – ESTÁTUA DA LIBERDADE BELÉM IMPORTADOS

É fato que ela não é a mais bonita peça do designer urbano da cidade, e é fato também que peca “um pouco” em questões de proporcionalidade, mas não há como negar que a Estátua da Liberdade genérica do Belém Importados é um ícone (para o bem ou mal) da publicidade regional.

5 – CÍRIO DE NAZARÉ

O Círio é a maior expressão religiosa do Pará e do Brasil, mas também é um período onde a publicidade em Belém ferve. Muitíssimas marcas querem se vincular ao Círio, seja na forma de patrocínio, anúncios ou homenagens, mas todas querem se fazer presente. E são inúmeras as formas de mídia que vemos: ventarolas, faixas, embalagens, outdoor, TV e o tradicional Cartaz. Esta sazonalidade é muito importante para o mercado publicitário daqui, pois além de movimentar uma cifra bem gorda, também é onde aparecem com maior frequência (ou pelo menos ficam mais evidentes) as campanhas institucionais.

6 – PLACAS DE AÇAÍ

Não há nada mais icônico em matéria de publicidade popular no Pará do que as nossas placas de açaí. Nas cores vermelha, ou em alguns casos lilás, e com a palavra açaí escrita em branco, é uma das mais fortes expressões de designer vernácular. Onde há uma venda de açaí, tem uma placa. Isso mostra como o povo pode ter saídas criativas para resolver seus problemas de comunicação, e já foi até usada em cases profissionais (vamos dizer assim). Simples, direta, funcional e popular.

Concordam, discordam, acham que tá faltando alguma coisa? Comentem e entrem na fanpage do The Willy Blog

Tumblrs Legais

O Tumblr é uma plataforma de blog gratuita como o Blogger e o WordPress. Porém, seu uso pelos usuários é mais restrito, na maioria das vezes com postagens curtas. É como se o Tumblr fosse uma categoria intermediária entre o blog e o Twitter, pois também possui recursos semelhantes à ferramenta de microblog como reblogar (semelhante ao RT do Twitter) e a função “seguir”.

Por essas características vemos a quantidade de Tumbrs abordando assuntos bem específicos. Como os que serão mostrados logo abaixo:

Piores Briefings do Mundo: Este é mais um desabafo dos profissionais de propaganda (principalmente os de criação) que tem que decodificar um Briefing (documento com informações que norteiam a criação e elaboração de campanhas e/ou peças publicitárias).  Quem trabalha na área sabe o quanto é complicado trabalhar  a partir de um Briefing difícil, pior ainda é quando este documento não tem pé nem cabeça.

pioresbriefing.tumblr.com

Slogans Sinceros: Já pensou se as marcas decidissem falar toda a verdade sobre os seus produtos. Se seus slognas fossem tão sinceros a ponto de mostrar até as suas falhas? Ia ser uma boa né?!(ou não). Com toda essa sinceridade você compraria estes protutos/serviços? Este Tumblr é garantia de boas risadas.

sloganssinceros.tumblr.com

Fuck Yeah, Publiciotário: Lamentações e revoltas dos profissionais da área. Rotinas na agência, pouca valorização dos profissionais da área, longas horas de jornada, finais de semana jogados fora e uma série de outras lamentações, abordadas de uma maneira interessante.

fuckyeahpubliciotarios.tumblr.com

Estes posts são de assuntos específicos à um público (profissionais de publicidade ou marketing). Mas se você conhece outro tumblr digno de nota, compartilhe conosco.

Ah, um outro Tumblr digno de nota é o meu(rsrsrs). Na verdade o meu é um portfólio virtual. Então acesse e veja o que rola na minha cabeça. willyrenan.tumblr.com

Advergames: Jogando com marcas.

Advergame é uma das mais fantásticas e eficazes ferramentas publicitárias que encontramos no contexto atual. Seu nome deriva da fusão de advertising (publicidade) e game (jogo), tendo a função básica de expor o usuário à marca de uma determinada empresa, instituição ou indivíduo dentro do jogo ou fazer com que o mesmo jogue com a marca, criando assim interação.

Esse tipo de ferramenta ganhou grandes proporções com a popularização da Internet e com a aplicação em dispositivos mobiles (smartphones e tablets), porém já é uma prática um pouco antiga. O primeiro Advergame eletrônico que se tem notícia chama-se Pepsi Invaders, e foi criado em 1983 para Atari a pedido da Coca-cola. O jogo era um clone do clássico Space Invaders, onde no lugar de naves alienígenas haviam logos da Pepsi que deviam ser destruídos.

Apesar de serem associados com jogos eletrônicos, os Advergames são mais comuns do que pensamos. Sabe aqueles joguinhos que vinham atrás da caixa de cereal ou das latas de achocolatado? Pois é, eram Advergames. E aquelas caças ao tesouro promovidas por uma marca qualquer? Também Advergames. Veja só como já estamos familiarizados com a ferramenta e nem percebemos.

Hoje os Advergames movimentam milhões, talvez bilhões como veremos a seguir, por se tratar de uma ferramenta que mais agrega valores as marcas, e claro, traz retorno financeiro. E com o bum da Internet e do uso de aparelhos móveis no Brasil e no mundo, o cenário está ficando gradativamente mais propício para o uso de tal estratégia.

Segundo a consultoria eMarketer, os anúncio dentro dos games devem movimentar US$ 650 milhões em 2012. Uma prévia conservadora, outras consultorias apostam em US$ 1,8 BI.

No Brasil já há cerca de oito aparelhos celulares para cada 10 pessoas, e os números não param de crescer. O uso da rede também é alto, somos cerca de 50 milhões de internautas e um dos países com maior média de tempo gasto com acesso a Internet no mundo. Claro que tais dados não mostram efetivamente o uso do instrumento, mas nos mostra uma situação favorável para a sua aplicação.

Mas para que serve um Advergame?

  • Trazer mais visitas e aumentar o tempo de permanência dos consumidores no site;
  • Gerar cadastro e mailing;
  • Coletar dados estatísticos;
  • Testar a reação do público a um determinado produto ou serviço;
  • Gerar buzz e Marketing Viral;
  • Aumentar o reconhecimento da marca;
  • Mensurar resultados;
  • Aumentar as vendas.

Onde encontramos?

  • Internet: Sites das empresas, redes sociais, sites promocionais, dowloads;
  • Aplicativos para PCs, notebooks, smartphones e tablets;
  • Consoles;
  • Eventos;
  • Embalagens, cartas, tabuleiros e etc.

Quem joga?

  • Segundo a consultoria Nielsen/Netratings 30,5% dos jogadores tem entre 35 a 49 anos;
  • 16,6% entre 25 e 34 anos;
  • E 14,3% entre 12 e 17 anos;
  • 41% de jogadores de sites de jogos são mulheres;
  • 70% das pessoas que jogam em sites são jogadores casuais, destes 57 são mulheres e 43 são homens;

Efeitos?

Pesquisa Blockdot/ Kewlbox.com

A pesquisa feita com mil usuários mostra que 83% dos entrevistados pensam positivamente nas empresas que disponibilizam jogos. 73% dizem que estão mais propensos a comprar a comprar os produtos dessas empresas.

  • A exposição de uma marca ou produto em um advergame é de cinco a trinta minutos, tempo muito maior do que a mídia televisiva ou impressa;
  • A familiaridade com a marca cresceu 64%
  • A avaliação da marca aumentou 37%
  • O desejo de compra aumentou 41%
  • A lembrança do anúncio aumentou 41%
  • A avaliação do anúncio cresceu 37%
  • Uma pesquisa com a demonstrou que as pessoas lembram apenas 10% do que leem,  50% daquilo que veem ou ouvem e até 90% daquilo que interagem.
  • Os Advergames estão na chamada área positiva de percepção de mídia e perdem apenas para os eventos e comerciais de TV 30 segundos.

Tipos de Advergames

In – Game Advertising: É quando se pratica a mesma propaganda do mundo real no jogo. São outdoors, cartazes, spot de rádio, placas de patrocínios, enfim, todas as peças publicitárias que fazem parte do nosso dia-a-dia, porém no contexto do jogo. Exemplo disso são as caixas de pizza da Pizza Hut no jogo das Tartarugas Ninjas.

Product Placente: É usar os jogos como meio de interagir com o consumidor e gerar uma experimentação do produto dentro do contexto do jogo. Esse tipo de advergame é usado na forma de patrocínio, onde os desenvolvedores do jogo procuram os anunciantes antes da finalização do jogo. Temos o exemplo do Worms 3D da Sega, onde o bichinho tomava Red Bull e ficava cheio de energia.

Serious Game: como o nome já diz trata-se de um jogo sério, muito usado para fixar ideias ou campanhas de conscientização e reeducação.

Alternate Reality Game (ARG): é um tipo de jogo eletrônico que combina as situações de jogo com a realidade, recorrendo às mídias do mundo real, de modo a fornecer aos jogadores uma experiência interativa.

Os ARGs são caracterizados por envolver os jogadores nas histórias, encorajando-os a explorar a narrativa, a resolver os desafios e a interagir com as personagens do jogo. Este tipo de jogos desenvolve-se a partir de sites, emais, telefonemas, entre outros meios de comunicação comuns.

Os ARGs estão popularizando-se e consequentemente a crescer em número. Geralmente, os jogos são gratuitos, sendo as despesas absorvidas pela venda de produtos licenciados (como os puzzles de Perplex City) ou pela promoção de um produto já existente (o I Love Bess promove o jogo de vídeo Halo 2).

Em suma, podemos dizer que os Advergames são uma ótima ferramenta de Marketing, pois geram associação positiva com a marca, marketing viral e também, quando bem trabalhados, auxiliam no impulso de vendas. Pode ser que hoje ainda encontrem barreiras para uma exploração maior, porém com a rápida ascensão das classes menores à Internet e a dispositivos móveis, não tardará para que seja uma prática constante o uso desta formidável ferramenta.

No próximo post veremos alguns cases de sucesso no uso de tal ferramenta.

Fontes: Wikipédia, Slideshared

Genial!!! Enganando a gringalhada de Cannes.

Vocês devem estar se perguntando o motivo do título do post: O que é tão genial que merece um título deste? Eu irei explicar. Para promover o festival EL OJO (Festival argentino de publicidade) a agência Santa Clara criou um filme fake e inscreveu-o no famoso Festival de Publicidade de Cannes. O que parece ser um comercial mequetrefe de cerveja é na verdade uma puta sacada. Com legendas fakes em inglês, os caras enganaram o pessoal que faz a seleção, fazendo-os acreditar que se tratava de um filme inscrito para o festival.

Veiculado no longlist, logo virou sensação entre os participantes do festival.

Agora deixemos de papo e vejam o vídeo na integra:

Genial ou não?

Vídeo Encontrado aqui

Willy, O Pênis Turista

Não é nada disso que você está pensando!

Ser um Willy não é fácil. Primeiro ninguém acerta o seu nome, uns te chamam de Willian, outros de Villy, um idiota já me chamou de Willou(Porra). Qual a dificuldade em falar Willy(Uilly)?

Além da dificuldade em acertarem o seu nome ainda tem o problema de você ser chará de algum personagem fictício exótico como Willy Wonka, Chilly Willy, Willy Caolho(The Goonies), Free Willy entre outros, e os seus colegas te zuarem por causa dessa triste coincidência.

Sofrer de Bullying pelos seus colegas é uma coisa, agora sofrer por parte de uma ONG internacional de combate a AIDS já é sacanagem. Você pode não estar entendendo, mas a história é a seguinte: Alguns publicitários maconheiros criativos tiveram a brilhante idéia de criar um personagem que fosse um pênis e viajasse o mundo todo. A idéia da campanha é dizer que tem um pênis em toda a parte e que por isso você deve se prevenir. Bom, até aí tudo bem, até acho que a idéia era boa, mas o problema foi o nome de batismo do personagem: Willy, o pênis turista, pow, já não bastava o meu nome ter batizado uma baleia com a nadadeira atrofiada, um doceiro esquizofrênico e um pirata com um olho só, agora tinham que pôr o meu nome em um pênis?

Não parece ser muita coisa, mas ter o seu nome batizando um cacete já gerou muita polêmica em terras tupiniquins. Quem se lembra do Bráulio, personagem que ilustrava as campanhas de combate a AIDS do governo nos anos 90 e que causou bastante rebuliço? (O comercial você vê aqui)

Brincadeiras a parte, achei muito oportuna a idéia e bem criativa. Pena, que acho, que essa campanha não vai ser veiculada por aqui.

Agora veja Willy em ação:

Notícia garimpada do wp.clicrbs.com.br