O Mundo Em Suas Mãos.

Esse semestre um dos professores pediu a simples missão (para não dizer mother foka) de reposicionar o Orkut com a intenção de fazê-lo líder no segmento de redes sociais, ou seja, batendo de frente com o poderoso Facebook. Como fazer isso? Será que há alguma possibilidade?

Estava desenvolvendo o trabalho e em uma conversa com meu amigo Moisés Jadão, ele me orientou a focar no segmento mobile e aproveitar a popularidade do Android, sistema operacional de dispositivos móveis mais usado no mundo. A partir disso comecei o trabalho e a pesquisa.

Existe um principio de marketing que diz que quando você não for o líder em um segmento, invente um. É verdade que já existam redes sociais com plataformas desenvolvidas para smartphones e tablets, o próprio Orkut já tem, e seu arquirrival também, e também há aquelas que são desenvolvidas exclusivamente para este fim. Mas erámos o Google, e possuíamos todas as possibilidades de desenvolver uma ferramenta móvel como nenhuma outra. Minha equipe e eu viajamos legal na maionese e o resultado foi um ótimo trabalho e um dez.

Mas o foco deste post não é o trabalho acadêmico, ou a maneira milagrosa de salvar a rede da Google do até então inevitável naufrágio. O caso é que eu me surpreendi com os dados colhidos na pesquisa e a proporção que está tomando o segmento móbile.

Mídias sociais em disposítivos móveis.

Segundo projeção da Pyramid Research, o acesso a redes sociais de dispositivos móveis na América Latina vai alcançar o número de 116,8 milhões de usuários até 2015, ou seja, 51% do total de usuários da região. Número muito expressivo, quando avaliamos que na região os aparelhos ainda não são acessíveis a todos.

E esse efeito não é exclusividade apenas da América Latina. Há um crescimento exponencial no acesso a redes sociais de dispositivos móveis na Europa e nos Estados Unidos também, como mostra o estudo feito pela consultoria ComScore. De acordo com os dados da pesquisa mais de 40 milhões de usuários usam se conectam as redes sociais por meio de aparelhos móveis, um crescimento de 37% comparando com o mesmo período ano passado. Na Europa 75% dos usuários utilizaram redes sociais de dispositivos móveis pelo menos uma vez. No Japão e em outros poucos países a maioria já acessa redes sociais de tablets ou smartphones.

Isso nos mostra que as redes sociais e os dispositivos móveis são cada vez mais o retrato da comunicação e conectividade dos nossos tempos. Podendo ser um impulsionador de negócios e de oportunidades

Apps e um novo mercado.

E não é só no segmento de redes sociais que o mundo se torna mais móbile. A criação de APPs e produtos exclusivos para móbiles se mostram um cenário muito atrativo para quem quer ganhar dinheiro. Basta ver a nova aposta da gigante de compras online Amazon, com o seu novo Kindle Fire Tablet, que além de um valor muito abaixo da concorrência (cerca de duzentos dólares) o gadget promete também acesso a conteúdo exclusivo como livros e séries. Ou seja, a gigante também viu a oportunidade que é o segmento móbile.

Em uma palestra com o professor Luli Radfahrer da USP, ele frisava a falta de produtos para dispositivos móveis, como livros por exemplo. Já pensou na revolução que seria se os livros fossem projetados para serem lidos nos smartphones, por exemplo? Uma forma rápida, barata e genial de distribuir e vender conteúdo. E mais que isso, toda a cadeia de consumo já está mais móvel.

Os dispositivos móveis já são onipresentes em nossas vidas, e assim como o Android da Google simboliza, eles já fazem parte de nós mesmo. Já está passando da hora de criarmos soluções e produtos para estes aparelhos que se tornaram a bola da vez na tecnologia e na comunicação.

Abaixo um vídeo da Google mostra essa nova tendência de mercado.

Fontes: Exame, Economia Uol e Yotta Apps.

O cãozinho, redes sociais e os nossos tempos.

Semana passada um vídeo chocou o Brasil. Atravessou o país, virou viral e fez com que milhares de pessoas se indignassem com os atos de violência executados por uma enfermeira à um pequeno cãozinho da raça Yorkshire.

Durante uma semana mensagens de ódio e indignação tomaram conta do meu mural no Facebook, eu mesmo senti uma raiva mortal por aquela mulher. Sou um amante de cães e sei como estes animais são especiais, e mesmo que não gostasse ficaria indignado com tal monstruosidade, pois nada justifica a violência, mesmo contra animais.

Porém o mais curioso disso tudo foi a velocidade como se espalhou pela rede. Muitas pessoas ficaram revoltadas com a situação e algumas outras revoltadas com os revoltados. De repente um exército de falsos engajados também surgiu, dizendo que se as pessoas tivessem o engajamento político semelhante ao engajamento causado pela morte do cãozinho o Brasil seria um país diferente.

O fato é que vivemos em um mundo diferentemente igual aos de antes. Nossos pensamentos se transformam em passos lentos, porém, as novas ferramentas expõem nossos atos de maneira instantânea. Com uma câmera digital e a rede social, um caso que seria mais um entre os tantos sobre maus tratos à animais, ganhou exposição gigantesca. Hoje ser um anônimo não é mais uma posição confortável. Todos somos vigiados e nossos atos não são mais tão sigilosos assim. Essa enfermeira teve que mudar de casa, pois estava sofrendo ameaças, algumas de morte. Do anonimato a uma infame fama repentinamente.

A verdade é que muitas coisas foram ditas, mas será que realmente isso muda alguma coisa? Será que os nossos lampejos de ódio escritos e espalhados em uma rede social vai mudar algo? Será que estamos mais engajados por que escrevemos frases politizadas em nossas timelines?

Essa mulher certamente está pagando pelo que fez. Sua vida já está destruída. Saiu de casa, perdeu a paz, a carreira sofreu forte abalo e ela ainda pode perder a guarda da filha. E eu não sinto a mínima pena. Mas não podemos resolver com violência outro ato de violência. Não podemos pensar em outra saída que não seja a por meios legais. Cobrar justiça é preciso, mas é desnecessário fazer justiça com as próprias mãos.

No blog do meu amigo Jadão (Blog do Jadão), ele diz que todos nós somos formadores de opinião neste novo mundo conectado, e é verdade. Toda vez que escrevemos conteúdos irados, influenciamos de certa forma os outros que integram a nossa rede.

Neste novo mundo, não tão novo assim. Temos que pensar que a evolução não é apenas tecnológica, mas que deve ser acima de tudo uma evolução social e civilizada.

Cuidado com as nossas paixões!

Abaixo a entrevista com a enfermeira. Notem que ela diz que só foi ter noção do ato depois  que o vídeo foi parar na Internet. De anônima à criminosa odiada.

Guia Básico Sobre Redes/Mídias Sociais.

As Redes Sociais já fazem parte do nosso íntimo.

Elas estão aí e são quase onipresentes nesses tempos contemporâneos, as mídias e redes Sociais são sinônimos de comunicação e informação dos nossos dias. Muito se fala desse assunto, mas mesmo assim poucos conhecem e dominam esses novos recursos. Por isso decidi escrever uma série de posts com o intuito de mostrar os aspectos básicos, funcionalidade, recursos, aplicações e impacto das redes/mídias sociais em nossas vidas.

OBS: Se você não sabe a diferença entre Mídias sociais e Redes Sociais, recomendo lerem o artigo Qual a diferença entre rede social e mídia social.

Então vamos estudar história:

Umas das primeira rede socialAs redes e mídias sociais surgiram para suprir uma necessidade inerente do ser humano: a de se relacionar e assim transferir conhecimento.  As redes sociais, tal como conhecemos hoje, nasceram por volta do final dos anos 90, mais precisamente em 1997 com o lançamento do Sixdegrees. O site foi o pioneiro a possibilitar que os usuários pudessem criar perfis virtuais e combinar com o registro e publicação de contatos, que posterior foi “copiado” por outras redes sociais. O Sixdegrees mesmo com uma quantidade significativa de usuários, não conseguiu se manter financeiramente e saiu do ar em 2001, mas a sua experiência serviu de base para a construção das redes sociais atuais.

A partir de 2000 vemos o surgimento de várias redes sociais, tais como o Live Journal, Fotolog, entre outros, mas foi o Friendster que mais se assemelha com as redes sociais de hoje.  O site foi fundado pelo programador Jonathan Abram e Peter Chin em 2002 e teve rápido crescimento nos meses subseqüentes. Porém o site não suportou o exponencial crescimento e acabou frustrando vários usuários. Hoje a rede se concentra na Ásia, e apesar de não ser a maior rede social do mundo, tem o considerável montante de 115 milhões de usuários.

Estima-se que existam hoje quase dois bilhões de usuários de Internet no mundo, desses cerca de 80% usam ou já usaram redes sociais. Segundo dados recentes o Facebook é o novo império das redes sociais, com 500 milhões de usuários, o Twitter vem em rápida ascensão com cerca de 114 milhões e o nosso íntimo Orkut tem uma base de 100 milhões de usuários (levando em consideração que ele só fez sucesso no Brasil e na Índia).

Tipos de Mídias/Redes Sociais.

As mídias sociais são divididas, basicamente, em oito categorias: Relacionamento, Compartilhamento, Conversação, Publicação, Microblog, Livecast, Ambientes Virtuais e Jogos Sociais e MMOs, assim como mostra o gráfico:

Mesmo as mídias sociais sendo de uma determinada categoria, não quer dizer que a mesma não possua características de outras. Essa é apenas uma das várias formas de segmentar os tipos de mídias sociais, mas foi , pelo menos para mim, a mais coerente.

1. Relacionamento

Principais Exemplos: Facebook, Orkut, Myspace entre outros.

Como o nome já diz o seu princípio básico é o relacionamento. São redes onde as pessoas trocam informações pessoais, experiências, enfim interagem e conhecem mais pessoas. A maioria funciona como uma teia, onde por meio dos seus contatos os usuários conhecem outras pessoas. Algumas redes são específicas a um determinado tema ou interesse, um exemplo é o LinkedIn, rede usada para fechar negócios ou para recrutamento, seleção e contratação.

2.       Conversação

Principais Exemplos: MSN, Yahoo Messenger e Skype.

Essa mídia permite que o usuário converse em tempo real com pessoas que possuam o mesmo programa que ele. Geralmente possuem uma lista de amigos e podem acompanhar quando os seus amigos entram e saem.

3. Compartilhamento

Principais exemplos: Vímeo, Youtube, Last FM, Flickr,Fotolog entre outros.

As mídias de compartilhamento fazem hospedagem e partilha de variados tipos de conteúdo: Vídeos, imagens, áudio, ilustrações, fotos e etc. A sua interatividade se faz quando pessoas trocam conteúdo.

4. Publicação

Principais exemplos: Blogger, WordPress, Tumblr, Livejournal e etc.

Esta mídia tem por objetivo principal a publicação de conteúdo: textos, tirinhas, ilustrações e etc.

5. Microblog

Principais exemplos: Twitter, Pownce, Jaiku e etc.

O Microblog é um tipo de publicação semelhante aos blogs, porém, com uma capacidade reduzida de caracteres. Permite atualizações rápidas e o conteúdo pode ser distribuído para vários usuários ou para um número restrito. Estes textos podem ser enviados por uma diversidade de meios tais como SMS, mensageiros instantâneos, e-mail, web e por outras redes sociais.

6. Ambientes Virtuais

Principais exemplos: Second Life e Habbo Hotel.

O objetivo dessa tecnologia é recriar ao máximo a sensação de realidade. Essas mídias simulam a vida real e social do ser humano. Dependendo do modo como o usuário encara o ambiente pode ser considerado jogo, loja virtual, rede social ou um mero simulador.

7. Livecast

Principais exemplos: Blogtv, Justintv, Yahoo Live.

Se difere das mídias de compartilhamento pelo simples fato de permitir ao usuário a transmissão ao vivo, ou não, de vídeos  (videocast)e/ ou arquivos de áudio (podcast).

OBS: O twitcam não é uma rede social, mas o seu funcionamento se utiliza do Twitter (serviço de microblog) para operar.

8. Jogos Sociais e MMOs

Principais exemplos: Formvill, Mafia Wars, Café World, Word War Craft, entre outros.

O principio básico é jogar, mas são jogos onde o usuário interage com outros usuários utilizando a web como suporte. A interface desse tipo de mídia permite que jogadores se ajudem e/ou compitam entre si em grande escala, e algumas vezes tenham uma interação com sentido com pessoas de todo o mundo. Incluem uma variedade de estilos de jogabilidade e representantes de vários gêneros de jogos.  Os MMOs são um caso aparte, pois ao mesmo tempo são jogos sociais e ambientes virtuais.

No próximo post tem mais de mídias sociais para vocês.

Mapa das Redes Sociais

Você já pensou se cada rede social fosse uma nação, cada usuário fosse habitante e se um mapa mostrasse o tamanho territorial de cada nação? Pois é! O site Flowtown organizou uma versão atualizada do Mapa das Redes Sociais criado pelo XKCD.

No novo mapa o Facebook aparece como um novo império, umas ganharam evidência, como o Twitter, e até o ultrapassado Orkut aparece como uma das maiores nações do mapa.

Clique e veja o mapa ampliado.

Imagino se esse mundo existisse de verdade: O Google seria  Zeus(Rei dos deuses), Microsoft seria Ades(deus do submundo), Wikipédia seria Athena(deusa da sabedoria), Apple seria Apolo(deus da beleza) e MSN seria o Hermes (deus mensageiro). Essa idéia pode ser usada até em uma campanha de RPG!Massa!

Fonte: Sedentário e Hiperativo