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No próximo dia 2 de Outubro teremos as eleições municipais onde escolheremos os nossos representantes para os cargos de Prefeito e Vereador, então o Willy Blog preparou um post que tem como objetivo orientar você para um voto mais consciente e assertivo. Separei cinco tópicos que devemo ter como base na hora de ir às urnas. O peso que cada um tem na escolha do eleitor vai depender do próprio eleitor, mas é um ótimo mapeamento do que se deve levar em consideração na hora de fazer a sua escolha.

1 – Projeto ou propostas

Os candidatos devem ter um plano de governo bem definido, isso é o que eu chamo de projeto. Neste plano incluem-se as propostas para as áreas de responsabilidade do cargo em disputa, como por exemplo saúde pública, educação e etc. Muitas vezes escolhemos mal os nossos candidatos, pois não avaliamos esse tópico com a devida importância, nos interessando mais na pessoa do que no projeto.

Neste tópico deve-se avaliar com muito cuidado as promessas feitas pelo candidato, se estas são viáveis e compatíveis com o cargo. Por exemplo: Desconfie de um prefeito que promete mais segurança, pois essa é uma atribuição do Governo do Estado, o prefeito pode ajudar melhorando a iluminação, colocando câmeras na cidade e etc; Desconfie também de promessas genéricas, pois todos fazem. Cobre planos concretos e sóbrios para resolver problemas. Muitos candidatos afirmam que vão acabar com o problema, mas não dizem como.

É importante tomar cuidado com promessas mirabolantes ou que não sejam prioridade, como a construção de um grande obra ou a contratação de milhares de servidores público. O novo candidato precisa mostrar que conhece o quanto o município arrecada e quanto a prefeitura tem de dinheiro disponível para investir.

2 – Currículo

Neste quesito avaliaremos os trabalhos anteriores do candidato. Se ele conhece o cargo para o qual vai se candidatar, em caso de reeleição, como foi o mandato(s) anterior(es), se os seus trabalhos anteriores o capacitam para a nova função. Por exemplo, alguém que tenha feito um grande trabalho na administração pública (como secretários, ministros e etc) ou administradores de grandes empresas, podem ser uma escolha interessante para o cargo de prefeito (um cargo com perfil mais administrativo). Ou alguém que entenda do que defende para o cargo de vereador, como um professor que tem como plataforma a educação, ou um artista que defende a cultura e etc.

Caso seja um político de carreira, é interessante avaliarmos como foi o seu trabalho em cargos anteriores, se o seu trabalho foi relevante e etc. É importante lembrar que nem sempre o candidato deve ter ocupado um cargo político ou público, muitas vezes um candidato com importante trabalho social pode ser uma escolha viável, como um líder comunitário, presidente de ONG e etc.

3 – Ficha/Passado Político

No tópico acima descrevemos aspectos mais técnicos, neste tópico abordaremos aspectos mais éticos. Apesar da Lei Ficha Limpa, muitos políticos conseguem se candidatar mesmo tendo culpa no cartório, pois muitas vezes a justiça falha, ou há interesses políticos envolvidos. Verifique se o candidato está envolvido em esquemas de corrupção, suas alianças ou padrinhos políticos, se ele defende o interesse do eleitor ou de empresários e etc.

Outro ponto que é interessante avaliar é se o candidato em questão, caso seja um político de carreira, costuma concluir os seus mandatos. Muitas vezes o candidato se elege, mas logo depois vai ocupar outro cargo na administração pública, ou se elege para outro cargo, deixando assim um suplente que muitas vezes não representa os valores ou plataforma pelo qual ele foi eleito.

Infelizmente vemos muitas bizarrices no nosso cenário político, por causa que não avaliamos esse tópico. Como no caso de um traficante que conseguiu se candidatar a vereador. Lembre-se que essas pessoas serão responsáveis pelo seu futuro nos próximos 4 anos, pelo menos.

4 – Partido

Hoje os partidos políticos estão vivendo uma crise de identidade, pois muitos abriram mão da sua base ideológica para atraírem mais eleitores. Muitos apenas se tornaram agremiações de pessoas com interesses de ocupar cargos, mas o partido não possui uma agenda bem definida. Ainda assim é interessante analisar se a posição política (legalização do aborto, da maconha, redução da maioridade penal e etc) defendidas pelo partido são semelhantes com a sua.

5 – Governabilidade

Esse é um tópico tão polêmicos quanto mamilos, pois a importância depende de eleitor para eleitor, mas é importante abordá-lo aqui.

Em muitos casos o governante do executivo tem problemas para administrar pois não tem uma base aliada com tamanho suficiente para aprovar as medidas propostas por ele. Isso ficou muito claro no nosso Congresso nos acontecimento pré-impeachment, mas pode ser decisivo também no mandato municipal. Muitas decisões do prefeito só vão adiante se forem aprovadas pelos vereadores, como a aprovação de Lei Orçamentárias ou alterar impostos e tributos.

O erros mais comuns do eleitor

  • Confundir a pessoa com o político. Muitos políticos ruins ou corruptos são carismáticos.
  • Votar em quem está ganhando. Pelo menos no primeiro turno, o que vale é sua primeira escolha.
  • Votar em esquisitões para protestar. Eles podem ser piores que os que motivam protestos.
  • Votar em alguém somente porque compartilha algo com ele (mesmo bairro ou religião).
  • Votar em alguém que é famoso. Todos os anos milhares de famosos ou subcelebridades se candidatam se apoiando exclusivamente na sua fama.
  • Votar em cima da hora. Escolher o candidato em cima da hora geralmente é um erro, pois muitas vezes não se tem a verdadeira noção do histórico deste. É importante se informar com antecedência sobre a trajetória e propostas do seu candidato.
  • Trocar o voto por um presente ou um favor do candidato.

Desconfie

  • Quando um candidato jovem afirma que defende a nova política. Muitos candidatos jovens são apadrinhados de velhas raposas da política ou não apresentam propostas para mostrarem essa tal de nova política.
  • Enriquecimento misterioso. Apesar de muitos privilégios, os políticos possuem salários. Desconfie se em pouco tempo um político apresente patrimônio ou estilo de vida incompatível com o que recebe como político ou em outros negócios.
  •  Alianças estranhas. Muitos políticos são inimigos confessos, porém, muitas vezes estes de repente se tornam aliados. Quando isso ocorre as probabilidades de ser um aliança meramente eleitoreira são enormes.
  • Patrocinadores. Verifique que empresas ou pessoas estão patrocinando a campanha do candidato, pois muitas vezes os interesses desses patrocinadores estarão a frente dos seus.
  • Mudança ideológica brusca. Não tem nada de errado a pessoa mudar de ideia sobre algo, mas se essa mudança acontece de forma repentina é por que tem motivos eleitoreiros. Muitos desses candidatos possuem uma forte equipe de marketing, que fazem pesquisas constantes para avaliar a aceitação do público sobre uma determinada ideia ou perfil.
  • Obras Eleitoreiras. Prática comum dos nossos governantes. Muitos deixam as obras e projetos acumularem e só as inauguram perto das eleições, para dá impressão ao povo de que estão trabalhando.
  • Falta de transparência. Veja se o seu candidato publica os valores da sua campanha de arrecadação e os gastos, da onde vem esse dinheiro e quando perguntado sobre um tema polêmico qual a sua opinião. Se ele fugir destas perguntas ou não torná-las públicas é porque aí tem coisa.

Se informe

A Internet está repleta de sites e ferramentas para buscar informações dos candidatos. Abaixo uma lista dos principais.

Tribunal Superior Eleitoral  (www.tse.gov.br): Dados do patrimônio dos candidatos e do tamanho de sua campanha eleitoral.

Transparência Brasil (www.transparencia.org.br): Oferece informações sobre os principais candidatos à Câmara dos Deputados, como funções públicas que já exerceram, número de faltas, declaração de bens, doadores de campanha, menções publicadas na imprensa sobre casos de corrupção e referência dos processos judiciais em que o candidato aparece.

Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (www.diap.org.br): Ong que monitora a atuação de senadores e de deputados federais; disponibiliza listas com os parlamentares mais atuantes e mais influentes.

Prefeitura do seu município (vai no Google): Notícias sobre os atos do prefeito, espaço para enviar mensagens, íntegra de discursos e links para outros órgãos.

Câmara Municipal do seu município (vai no Google): Dados sobre os vereadores, projetos, discursos e dados para contato.

Site ou rede social da campanha dos candidatos(vai no Google): Projetos e propostas do candidato, agenda e outras informações.

Enfim, munidos de todas as informações importantes, nosso voto será mais assertivo e consciente. É bom lembrar que antes de morarmos em um país, moramos em uma cidade, e que as eleições municipais são tão importantes quanto as eleições gerais. Vote consciente, pois os políticos eleitos serão responsáveis por parte significativa da nossa vida nos próximos 4 anos. Nós podemos mudar o quadro que estamos!

Compartilhe esse Manifesto, para que ele chegue no maior número de pessoas, para que juntos criemos uma consciência de que há sim jeito no nosso país e toda a transformação começa pelo nosso voto.

Um boletim de voto tem mais força que um tiro de espingarda – Abraham Lincoln

Fonte: Superinteressante

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Publicado em Mundo, política

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